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terça-feira, 20 de julho de 2010

QUANTOS MESSIAS?

Tantos foram os messias que a história literária não pode acompanhar. Quantos messias ficaram no anonimato? Vai saber! Até mesmo no brasil tivemos Antonio Coselheiro de Canudos.
Coloco abaixo um texto extenso de pesquisa na internete que conta a passagem de vários messias ao logo dos anos antes e depois de Cristo. Foi realmente uma era messiânica. Talvez o messias Jesus sobreviveu não somente por ter encontrado - Se é que realmente existiu. Ninguém pode negar que é uma ipótese mais provável, visto que os relatos de Flávio Joseph tem sido a única fonte, além da Bíblia, mas essa é apologética, tendenciosa, que os cristão tem se firmado, fora da fé, para a real existência de Jesus, mas essa fonte também tem sido criticada, não pelo fato de Joseph ser um judeu, mas por terem adulterado ou simplesmente acrescentado por uma outra pessoa ao texto original - quem escrevesse seus feitos, mas por ter alertado sobre a vinda dos demais. E posto em livros é claro. No entanto já havia messias.

Outros judeus que se proclamaram ou foram tidos como Messias

[editar] O relato de Flávio Josefo acerca de Messias no primeiro século

Pensava-se que Flávio Josefo tivesse declarado que o Jesus dos Cristãos era de facto o verdadeiro Messias. Não existem versões originais dos escritos de Josephus. No entanto, as comparações de várias traduções levaram analistas dos textos a concluir que esta declaração, bem como outras, foram na verdade alterações inseridas ao texto séculos depois dos factos, não tendo sido escritas por Josefo.

No entanto, também dos textos de Josefo, há o relato de que, no primeiro século antes da destruição do Templo, alguns messias surgiram, prometendo o alívio da opressão romana, tendo encontrado seguidores.

Josefo relata: "Outro corpo de homens malvados também se levantou, mais limpos nas suas mãos, mas mais malvados nas suas intenções, que destruíram a paz da cidade, não menos do que o fizeram estes assassinos os Sicarii. Porque eles eram impostores e enganadores do povo, e, sob a pretensa iluminação divina, eram pela inovação e por mudanças, e conseguiram convencer a multidão a agir como loucos, e caminharam em frente deles pelo descampado, afirmando que Deus lhes iria ali mostrar sinais de liberdade".[1] Mateus, no aviso contra "falsos Cristos e falsos profetas", testemunha o mesmo.[2]

  • Por volta de 44 d.C., apareceu um homem chamado Theudas (ou Teudas), que clamava ser um profeta. Encorajava as pessoas a segui-lo, trazendo os seus haveres até ao Jordão, que dividiria para os seguidores. De acordo com Atos 5 v. 36 (que parece referir-se a uma data diferente), conseguiu convencer 400 pessoas. Cuspius Fadus enviou homens a cavalo em perseguição dele e do seu bando. Muitos deles foram mortos e outros foram tomados como cativos, juntamente com o seu líder, que foi decapitado ("Ant." xx. 5, § 1). Outro citado pelo destacado judeu Gamaliel é chamado de Judas, o Galileu.[3]
  • Um messias egípcio terá supostamente conseguido agregar 30 000 apoiantes, prometendo que sob o seu comando as muralhas de Jerusalém iriam ser desmoronadas.
  • Outro messias, segundo o relato de Josefo, prometeu ao povo "a libertação das suas misérias" se eles o seguissem até ao descampado. O líder e seus seguidores foram mortos pelas tropas de Festus, o procurador romano.
  • Mesmo quando Jerusalém já estava sendo destruída pelos Romanos, um profeta, de acordo com Josefo, subornado pelos defensores por forma a evitar as pessoas de desertarem, anunciou que Deus os comandava para virem ao Templo, onde receberiam sinais milagrosos da sua libertação. Foram ao encontro da morte nas chamas.

[editar] Menahem ben Judah

Ao contrário daqueles Messias, que esperavam conseguir a libertação do seu povo através de intervenção divina, Menahem ben Judah, o filho de Judas da Galileia, e neto de Hezequiel, o líder dos Zelotes, que tinham irritado o Rei Herodes, era um guerreiro. Quando começou a guerra, ele atacou Masada com o seu grupo, armou os seus seguidores com as armas ali armazenadas, e partiu para Jerusalém, onde capturou a fortaleza Antónia, derrotando as tropas de Agripa II. Encorajado por este sucesso, ele comportou-se como Rei e clamou a liderança de todas as tropas. Espoletou por isso a oposição de Eleazar, outro líder Zelota que alguns historiadores acreditam ser irmão de Menahem, tendo sido assassinado como resultado de uma conspiração. Ele será provavelmente a mesma pessoa mencionada como Menahem ben Hezekiah no Talmud[4] e ali chamado de "provisor de conforto que deverá aliviar".

[editar] Bar Kochba

Com a destruição do Segundo Templo de Jerusalém em 70 d.C., a aparição de Messias parou por algum tempo. Sessenta anos mais tarde, um movimento político-messiânico de grandes proporções teve lugar, com Shimeon Bar Kochba (também: Bar Kosiba) como líder. Este líder da revolta contra Roma foi saudado como o Rei-Messias pelo Rabi Aquiva, que se referiu a ele,[5] como: "Uma quarta estrela de Jacob virá e o ceptro irá erguer-se fora de Israel, e irá golpear pelos cantos do Reino de Moab,", e Hag. ii. 21, 22; "Eu irei sacudir os céus e a terra e destronar reinados . . . .".[6]

Apesar de alguns terem duvidado que fosse o Messias, ele parece ter conseguido o apoio generalizado na nação. Após causar uma guerra que fez frente (133-135) ao poder de Roma, foi morto perto das muralhas de Bethar. O seu movimento messiânico acabou em derrota e na miséria dos sobreviventes. Em 135, a revolta foi esmagada pelo imperador romano Adriano. Centenas de milhares de judeus foram massacrados, os sobreviventes dispersaram-se pela diáspora ou foram feitos escravos. Adriano decretou a expulsão de todos os judeus de Jerusalém, autorizando o seu retorno apenas por um dia ao ano, em Tisha Be'av, para demonstrar luto pela destruição do Templo. Após esta tremenda derrota dos judeus, a cidade de Jerusalém seria reconstruída pelos Romanos, tendo o imperador Adriano ordenado a mudança do nome de Jerusalém para Aelia Capitolina, e o nome da Judeia para Síria Palestina, para evitar qualquer associação judaica e com a terra de Israel. (Ver também: Revoltas dos Judeus contra a ocupação pelo Império Romano)

O ocorrido marcou também uma nova etapa do cristianismo. Até então, os cristãos eram sobretudo judeus. A partir de aqui foram obrigados a dispersar-se para outras zonas. Se até então a psicologia dos líderes cristãos tinha uma perspectiva judaica, depois do ano 135 a maioria dos cristãos seriam gentios (não judeus), e adquiririam uma perspectiva diferente, de pessoas que vivem na Grécia, ou são romanos e que mais facilmente adoptariam posições antijudaicas (Ver também: Primeiro Concílio de Niceia).

[editar] Moisés de Creta

A derrota da guerra de Bar Kochba foi um desastre que afectou negativamente o surgimento de Messias nos séculos seguintes. No entanto, a esperança pemaneceu. De acordo com um cálculo baseado no Talmude, o Messias seria esperado em 440.[7] Esta expectativa, em ligação com os distúrbios no Império Romano em face das invasões, podem ter levado a incentivar o Messias que apareceu nesta época em Creta e que angariou o apoio da população judaica para o seu movimento. Ele denominou-se Moisés e prometeu liderar o seu povo, como o antigo Moisés, levando o seu povo de volta à Palestina, atravessando o mar. Os seus seguidores, convencidos por ele, deixaram as suas possessões e esperaram pelo dia prometido, quando sob o seu comando, muitos se lançaram para o mar, alguns morreram, outros foram salvos. O pseudo-messias desapareceu sem rastro.[8]

[editar] Na Pérsia do século VII

Os pseudo-Messias que se seguiram surgiram todos no Oriente e eram por vezes reformadores religiosos cujo trabalho influenciaria o Caraismo. No final do século VII, surgiu na Pérsia Isḥaḳ ben Ya'ḳub Obadiah Abu 'Isa al-Isfahani de Ispahan.[9] Ele viveu no reino do Califa Omíada "Abd al-Malik ibn Marwan" (684-705). Ele afirmou ser o último dos cinco precursores do Messias e ter sido nomeado por Deus para libertar Israel. De acordo com alguns, ele era o próprio Messias. Tendo reunido um grande número de seguidores, ele revoltou-se contra o califa, mas foi derrotado e assassinado em Rai. Os seus seguidores disseram que ele fora inspirado por Deus e mostraram como prova o facto de ter escrito livros apesar de ser analfabeto. Ele fundou a primeira seita a ter surgido do Judaísmo após a destruição do Templo.

O seu discípulo Yudghan, chamado "Al-Ra'i" (= "o pastor do rebanho do seu povo"), que viveu na primeira metade do século VIII, declarou ser um profeta e foi visto pelos seus discípulos como um Messias. Ele era de Hamadã e ensinava doutrinas que afirmava ter recebido através da profecia. De acordo com Shahristani, ele opôs-se à crença do antropomorfismo, ensinou a doutrina da vontade livre, e sustentou que a Torah tinha um sentido alegórico em adição ao sentido literal. Ele preconizava que os seus seguidores levassem uma vida ascética, se abstivessem de carne e de vinho, e que rezassem e jejuassem frequentemente, seguindo nisto o seu mestre Abu 'Isa. Ele afirmava que a observância do Shabat e de festividades era meramente uma questão de memorial. Após a sua morte, os seus seguidores formaram uma seita, os Iudghanitas, que acreditavam que o seu Messias não tinha morrido, mas sim que iria regressar.

[editar] Serene

Entre 720 e 723, um Sírio, Serene (o seu nome aparece em várias fontes como Sherini, Sheria, Serenus, Zonoria, Saüra) apareceu como o Messias. A ocasião imediata para a sua aparição pode ter sido a restrição das liberdades dos Judeus pelo Califa Omar II (717-720) e seus esforços de proselitismo. De uma perspectiva política, este Messias prometia a expulsão dos Muçulmanos e a restauração dos Judeus na Terra Santa. Como Abu 'Isa and Yudghan, Serene foi também um reformador religioso. Ele era hostil ao Judaísmo Rabínico. Os seus seguidores não observavarm as leis da alimentação, as preces instituidas por rabinos e a proibição contra o "vinho de libação". Eles trabalhavam no segundo dia das festividades, não escreviam documentos para registrar casamentos e divórcios tal como as prescrições do Talmud, e não aceitaram as proibições do Talmud quanto ao casamento com parentes próximos.[10] Serene foi preso. Trouxeram-no perante o Califa Yazid, a quem declarou ter agido apenas por piada, pelo que foi entregue aos Judeus para castigo. Os seus seguidores foram recebidos de volta ao grupo religioso original após terem renunciado à heresia.

[editar] Messias durante as Cruzadas

Sob a influência das Cruzadas, o número de Messias aumentou, sendo que o século XII conheceu vários. Um apareceu em França (c. 1087) e foi assassinado pelos franceses. Outro apareceu na Província de Córdova (c. 1117), e outro ainda em Fez (c. 1127). Destes três nada se conhece que não a menção de Maimonides "Iggeret Teman" (carta aos judeus Iemenitas).

[editar] David Alroy

O próximo movimento Messiânico importante apareceu outra vez na Pérsia. David Alroy ou Alrui, nascido no Curdistão, declarou-se por volta de 1160 como um Messias. Tirando partido da sua popularidade pessoal, das fraquezas do Califado e do descontentamento dos Judeus, a quem foram impostas pesadas taxas, ele montou um esquema político, afirmando ter sido enviado por Deus para libertar os Judeus da opressão pelos Muçulmanos e liderá-los de volta a Jerusalém. Com este objectivo, ele intimou os guerreiros judeus do distrito vizinho do Adherbaijan e seus correligionários em Mosul e Bagdad para virem apoiar a captura de Amadia. A partir daí, a sua carreira está rodeada de lendas. O seu movimento falhou, e diz-se que teria sido assassinado, enquanto dormia, pelo seu próprio sogro. Uma taxa pesada foi imposta aos Judeus após esta revolta. Após a sua morte, Alroy teve muitos seguidores em Khof, Salmas, Tauris, e Maragha, e estes formaram uma seita chamada dos Menahemistas, com origem no nome Messiânico "Menahem," assumido pelo seu fundador.

[editar] No Iêmen

Pouco tempo depois de Alroy, um alegado anunciador do Messias apareceu no Iêmen (em 1172) numa altura em que os Muçulmanos estavam tentando converter os Judeus que ali viviam. Ele declarou que as desgraças deste tempo eram um prognóstico da vinda do reino Messiânico, e ordenava aos Judeus que dividissem a sua propriedade com os pobres. Este pseudo-messias foi tematizado pelo "Iggeret Teman" de Maimónides. Ele continuou a sua actividade por um ano, tendo depois sido preso pelas autoridades muçulmanas e decapitado após a sua própria sugestão, diz-se, de forma a poder provar a verdade da sua missão ao retornar à vida.

[editar] Abraão Abulafia

Com Abraão ben Samuel Abulafia (Hebreu: אברהם בן שמואל אבולעפיה) (Saragoça, Espanha, 1240; morreu depois de 1291 em Comino, Malta), o cabalista, começa a tradição de pseudo-Messias cujas actividades são profundamente influenciadas pelas suas especulações cabalísticas.

Como resultado dos seus estudos místicos, Abulafia começou a acreditar que era um profeta, e num livro profético publicado em Urbino (1279) ele declarou que Deus lhe tinha falado. Em Messina, na ilha da Sicília, onde foi bem recebido e ganhou discípulos, declarou ser o Messias e anunciou 1290 como o ano do início da era messiânica. Solomon ben Adret, a quem apelaram para julgar quanto às afirmações de Abulafia, condenou-o, e algumas congregações declararam-se contra ele. Perseguido na Sicília, foi para a ilha de Comino, próximo de Malta (c. 1288), ainda afirmando nas suas escritas a sua missão messiânica. Dois dos seus discípulos, José Gikatilla e Samuel, ambos de Medinaceli, declararam mais tarde serem profetas e milagreiros. O último profetizou em linguagem mística em Ayllon em Segóvia o advento do Messias .

[editar] Nissim ben Abraham

Um outro pretenso profeta foi Nissim ben Abraham, activo em Ávila. Os seus seguidores diziam que apesar de analfabeto, tinha sido favorecido subitamente por um anjo, com o poder de escrever um livro místico "A maravilha da Sabedoria". De novo, apelaram a Solomon ben Adret, que duvidou da pretensão profética de Nissim e aconselhou investigação cuidadosa. O profeta continuou a sua actividade, no entanto, e fixou até o último dia do quarto mês, Tammuz, 1295, como a data da vinda do Messias. Os crentes prepararam-se para o evento jejuando e dando para a caridade, e reuniram-se no dia designado. Mas em vez de encontrarem o Messias, alguns viram pequenas cruzes presas aos seus vestimentos, talvez colocadas por descrentes para ridicularizar o movimento. Na sua decepção, alguns dos seguidores de Nissim ter-se-iam convertido ao Cristianismo. Não se sabe o que aconteceu ao profeta.

[editar] Moisés Botarel de Cisneros

Um século depois, outro falso Messias surgiu. Este pretendente a Messias seria Moses Botarel of Cisneros.[11] Um dos seus aderentes terá sido Hasdai Crescas. A sua relação é referida por Jerónimo da Santa Fé no seu discurso na disputação de Tortosa em 1413.

[editar] Asher Lemmlein

Em 1502, Asher Lemmlein (Lämmlein), um alemão proclamando ser um anunciador do Messias, apareceu em Ístria, perto de Veneza, e anunciou que se os Judeus fossem penitentes e praticassem a caridade, dentro de seis meses viria o Messias, e um pilar de nuvens e de fumo iria preceder os Judeus no seu regresso a Jerusalém. Ele teve seguidores em Itália e na Alemanha, mesmo entre Cristãos. Em obediência às suas preces, as pessoas jejuaram, rezaram e deram esmolas para preparar a vinda do Messias, e o ano ficou conhecido como o "ano da penitência". Mas o "Messias" terá morrido ou desaparecido (ver Lemmlein Asher).

[editar] Reuveni e Salomão Molko

Entre os pseudo-messias há que incluir David Reuveni e Salomão Molko. O primeiro afirmou ser o embaixador e irmão do Rei de Khaibar, uma cidade e antigo distrito da Arábia, onde os descendentes das "tribos perdidas" de Rubem e Gad supostamente viviam. Pediu ao Papa e a potências europeias que lhes fornecessem canhões e armas de fogo para a guerra com os Muçulmanos que, disse, impediam a união dos Judeus que viviam nos dois lados do Mar Vermelho. Negou expressamente ser um Messias ou um profeta [12]), dizendo que era apenas um guerreiro.

A boa-vontade com que foi acolhido pelo Papa em 1524, a audiência que lhe foi concedida nas cortes portuguesas em 1525 (a convite do Rei D. João III), onde recebeu pela primeira vez a promessa de ajuda e a pausa temporária na perseguição aos Marranos, fez crer a estes judeus portugueses e espanhóis que Reuveni era um precursor do Messias. Selaya, inquiridor de Badajoz, queixou-se ao Rei de Portugal que um Judeu vindo do Oriente (referindo-se a Reuveni) tinha suscitado aos Marranos espanhóis a esperança de que o Messias chegaria e iria liderar Israel de todas as suas terras de volta à Palestina, e que tinha mesmo encorajado a actos públicos.[13] Um espírito de expectativa cresceu durante a estadia de Reuveni em Portugal. Uma mulher marrana da região de Herara, em Puebla de Alcocer declarou ser uma profeta, teve visões, e prometeu liderar os seus correligionários para a Terra Santa. Foi queimada viva, juntamente com quem acreditava nela.

[editar] Isaac Luria

Isaac Luria (Isaac ben Solomon Ashkenazi Luria) foi um seguidor judeu da Cabala (misticismo esotérico) e reivindicou ser o Messias. Mais tarde, o seu discípulo e seguidor Hayyim Vital Calabrese foi tido como o Messias por alguns judeus da Palestina. Ambos afirmaram serem Messias Efraíticos, anunciadores do Messias Davídico.

Isaac Luria (n. 1534 em Jerusalém; f. 1572 em Safed, Israel) ensinava no seu sistema místico a transmigração e superfetação das almas, e acreditava ele próprio possuir a alma do Messias da casa de José, e ter como missão apressar a vinda do Messias da linha de David através do melhoramento místico das almas.

Tendo desenvolvido o seu sistema Caalístico no Egipto sem no entanto conseguir ali muitos seguidores, ele foi para Safed, Israel, por volta de 1569. Foi ali que conheceu Hayyim Vital Calabrese, a quem revelou os seus segredos e através de quem assegurou muitos seguidores. A estes, ensinou secretamente o seu messianismo. Ele acreditava que a era messiânica iria ter ínicio no princípio da segunda metade do segundo dia (do ano 1000) após a destruição do templo de Jerusalém, ou seja, em 1568.

Com a morte de Luria, Hayyim Vital Calabrese (n. 1543; f. 1620 em Damasco) reivindicou ser o Messias Efraíta e pregou o breve advento da era Messiânica. Em 1574, Abraão Shalom, um pretendente a Messias Davidico, comunicou a Vital, dizendo que ele (Shalom) era o Messias Davidico, enquanto que Vital era o Messias da casa de José. Ele pediu a Vital que fosse a Jerusalém e que ali ficasse pelo menos dois anos, com o que o espírito divino iria chegar-lhe.

Shalom disse a Vital, para além disso, que não receasse a morte, o destino do Messias Efraíta, já que ele iria tentar salvá-lo dessa perdição.

[editar] Sabbatai Zevi

O movimento messiânico mais importante de todos, e um cuja influência atingiu todo o mundo judaico, tendo durado em vários sítios mais de um século, foi o movimento de Sabbatai Zevi (1626- 1676).

Sabbatai sofria de crises de tristeza, seguidas de período de grande alegria e actividade; tem sido sugerido que ele seria um doente bipolar (maníaco-depressivo). Um dia Sabbatai foi ao encontro de Nathan de Gaza (1644-1680), uma espécie de adivinho e curandeiro, na esperança de encontrar a solução para os seus males. Nathan reconhece-o como Messias e incute-lhe essa ideia; Sabbatai deve a Nathan a elaboração da teologia deste movimento messiânico, uma vez que Sabbatai nada escreveu e não apresentou nenhuma mensagem original.

Em Setembro de 1665, na cidade de Esmirna, diante de uma multidão em delírio, Sabbatai declara-se Messias de Israel. Seis meses depois, Sabbatai dirige-se para Constantinopla, provavelmente com o objectivo de converter os muçulmanos. Em Fevereiro de 1666 é preso por ordem de Mustafá Paxá que lhe apresentou duas alternativas: a conversão ao Islão ou a morte. Para escapar à morte, Sabbatai renuncia ao Judaísmo e converte-se à religião muçulmana. Nathan de Gaza e os outros seguidores interpretaram a sua apostasia como a prova de que ele era realmente o Messias: os actos de redenção são aqueles que causam mais escândalo. Ver o artigo Sabbatai Zevi para mais detalhes.

[editar] Pseudomessias sabbatainianos

Após a morte de Sabbatai seguiu-se uma linha de messias putativos. Jacob Querido, filho de Joseph Filosof, e irmão da quarta mulher de Sabbatai, tornou-se líder dos Shabbethanos em Salónica, sendo visto como a encarnação de Shabbethai. Ele afirmava-se filho de Sabbatai e adoptou o nome Jacob Tzvi. Com 400 seguidores, ele converteu-se ao Islão por volta de 1687, formando uma seita chamada Dönmeh. Ele próprio chegou mesmo a peregrinar a Meca (c. 1690). Após a sua morte, o seu filho Berechiah ou Berokia sucedeu-o (c. 1695-1740).

Vários seguidores de Sabbatei declararam-se eles próprios Messias. Miguel Abraham Cardoso (1630 - 1706), nascido de pais marranos, pode ter sido iniciado no movimento Shabbethaniano por Moisés Pinheiro em Livorno. Ele tornou-se um profeta do Messias, e quando o último se converteu ao Islão, ele chamou-o de traidor, dizendo que é necessário que o Messias se conte entre os pecadores por forma a expiar a idolatria de Israel.

Ele aplicou a passagem de Isaías LIII a Sabbatai, e enviou epístolas que provariam que ele era o verdadeiro Messias, chegando mesmo a sofrer a perseguição por defender a sua causa. Mais tarde, considerou-se um Messias Efraíta, argumentando com alegadas marcas no seu corpo que o provariam. Pregou e escreveu sobre vinda em breve do Messias, marcando datas diferentes, até que acabou por morrer.

[editar] Mordecai Mokia

Outro seguidor de Shabbethai que lhe permaneceu fiel, Mordecai Mokia, ou Mordekay Mokiah ("o admoestador") de Eisenstadt, também pretendeu ser um Messias. O seu período de actividade foi de 1678 a 1682 ou 1683.

Defendeu inicialmente que Shabbethai era o verdadeiro Messias e que a sua conversão tinha sido necessária por motivos místicos. Pregava que este não morrera mas que se iria revelar dentro de três anos após a sua suposta morte, e apontou para as perseguições de Judeus em Oran (Espanha), na Áustria, e em França, e a pestilência na Alemanha como presságios da sua vinda.

Encontrou seguidores entre judeus da Hungria, Morávia e da Boémia. Dando um passo mais, ele declarou ser o Messias Davídico. Shabbethai, de acordo com ele, passou apenas a ser o Messias Efraíta. Como tinha sido rico, significava que não poderia executar a redenção de Israel. Ele, Mordecai, sendo pobre, era o Messias verdadeiro e ao mesmo tempo a encarnação da alma do Messias efraíta.

Judeus italianos, ouvindo falar dele, convidaram-no a ir até Itália. Viajou para a Itália por volta de 1680, tendo sido bem recebido em Reggio e Modena. Falou das preparações messiânicas que teria que fazer em Roma, e deu a entender que talvez adoptasse o Cristianismo exteriormente. Denunciado à Inquisição ou aconselhado a deixar a Itália, ele regressou à Boémia, onde se diz que se tornou demente. A partir deste tempo, uma seita começou a tomar forma ali, e persistiu até à era Mendelssoniana.

Outro pretendente a Messias Shabbethaniano foi Löbele Prossnitz. Ele ensinou que Deus tinha dado o domínio do mundo ao "pio", isto é, aquele que entrara nas profundezas da Cabala. Tal representação de Deus tinha sido Shabbethai, cuja alma tinha passado para outros homens "pios", Jonathan Eybeschütz e ele próprio.

Outro, Isaías Hasid (um cunhado do Shabbethaniano Judah Hasid), que vivia em Mannheim, afirmou secretamente ser o Messias ressuscitado apesar de ter publicamente abjurado de quaisquer crenças Shabbethanianas.

[editar] Jacob Frank

Jacob Frank (n. 1726 em Podolia; f. 1791), fundador dos franquistas, também afirmou ser o Messias. Na sua juventude tinha tido contacto com o Dönmeh. Ele ensinava que era uma reencarnação do Rei David. Tendo assegurado alguns seguidores entre os Judeus da Turquia e de Valáquia (na actual Roménia), ele veio em 1755 até à Podolia, onde os Shabbethanianos necessitavam de um líder, e revelou-se como a reencarnação da alma de Berechiah.

Enfatizou a ideia do "rei sagrado" que seria ao mesmo tempo Messias, tendo-se denominado apropriadamente de "santo señor". Os seus seguidores afirmam que realizou milagres, tendo chegado mesmo a rezar-lhe.

O seu objectivo (e o da sua seita) era o de arrancar pela raiz o Judaísmo rabínico. Foi forçado a deixar Podolia; e seus seguidores foram perseguidos.

Regressando em 1759, aconselhou os seus seguidores a converterem-se ao cristianismo. Cerca de 1000 deles converteram-se, tornando-se polacos gentios com origens judaicas. Ele próprio converteu-se em Varsóvia em Novembro de 1759.

Mais tarde, a sua insinceridade foi exposta, e foi emprisionado por heresia, permanecendo no entanto, mesmo encarcerado, o líder de sua seita.

[editar] Menachem Mendel Schneerson

Entre a linha Chabad Lubavitch do Judaísmo chassídico houve um crescente fervor messiânico nos finais da década de 1980 e princípios da década de 1990, devido à crença que o seu líder, Menachem Mendel Schneerson estaria prestes a revelar-se como o Messias. A morte de Schneerson em 1994 abateu um pouco este sentimento, apesar de muitos seguidores de Schneerson ainda acreditarem que ele é o Messias e que irá regressar em devido tempo.

domingo, 4 de julho de 2010

HISTÓRIAS DE MITOS QUE NASCERAM DE UMA VIRGEM, MORREU, E RESSUCITOU

"Desde o ano 10.000 a.C., a história nos mostra pinturas e escritos que refletem o respeito e a adoração dos povos pelo Sol. É simples entender o porquê, com o seu aparecimento todas as manhãs trazendo a visão, calor e segurança. Salvando-os do frio e do breu da noite, repleta de predadores. Sem ele, todas as culturas perceberam que não haveria colheitas nem vida no planeta.Estas realidades fizeram do Sol o objeto mais adorado de todos.

Todavia, os povos estavam também muito atentos às estrelas. As estrelas formavam padrões que lhes permitiu reconhecer e antecipar eventos que ocorrem de tempos em tempos, tais como eclipses e luas cheias. Catalogaram grupos celestiais naquilo que conhecemos hoje como constelações.

A cruz do Zodíaco é uma das mais antigas imagens da humanidade, representa o trajeto do Sol através das 12 maiores constelações no decorrer de um ano, também representa os 12 meses do ano, as 4 estações, solstícios e equinócios. O termo Zodíaco está relacionado com o fato das constelações serem antropomorfismos ou personificações, como pessoas ou animais.

As primeiras civilizações não só seguiam o Sol e as estrelas, como também os personificavam através de mitos envolvendo os seus movimentos e relações. O Sol com o seu poder criador e salvador também foi personificado à semelhança de um Deus Todo-Poderoso, conhecido como 'Filho de Deus', luz do mundo, salvador da humanidade. As 12 constelações representaram lugares de viagem para o Filho de Deus e foram nomeados e normalmente representados por elementos da natureza importantes nesses períodos de tempo. Por exemplo, Aquarius, o portador de água que traz as chuvas de primavera.

Hórus, Deus-Sol do Egito por volta de 3000 a.C., é o Sol, antropomorfizado, e a sua vida é uma série de mitos alegóricos, que envolvem o movimento do Sol no céu. Dos antigos hieróglifos Egípcios, muito foi descoberto sobre este Messias Solar. Por exemplo, Hórus, sendo o Sol, ou a luz, tinha como inimigo o Deus "Set", e Set era a personificação das trevas ou noite. É importante frisar que "Trevas vs. Luz" ou "Bem vs. Mal" têm sido uma dualidade mitológica onipresente e que ainda hoje é utilizada em muitos aspectos.

No geral, a história de Hórus é a seguinte: Hórus nasceu em 25 de Dezembro da virgem Isis-Meri. O seu nascimento foi acompanhado por uma estrela do Leste, que, por sua vez, foi seguida por 3 reis em busca do salvador recém-nascido. Aos 12 anos, era uma criança prodígio, e aos 30 foi batizado por uma figura conhecida por Anup, e que assim começou o seu reinado. Hórus tinha 12 discípulos e viajou com eles, fez milagres tais como curar os enfermos e andar sobre a água. Também era conhecido por vários nomes: A Verdade, A luz, o filho adorado de Deus, Bom pastor, Cordeiro de Deus, entre muitos outros. Depois de traído por Tifão, foi crucificado, morto por 3 dias e ressuscitou. Estes atributos de Hórus, originais ou não, parecem influenciar várias culturas mundiais e muitos outros deuses encontrados com a mesma estrutura mitológica. (Egito, 3000 a.C)

Attis, da Phyrugia, nasceu da virgem Nana em 25 de dezembro, crucificado, colocado no túmulo, 3 dias depois ressuscitou. (Grécia, 1200 a.C)
Krisnha, da Índia, nasceu da virgem Devaki com uma estrela no Ocidente assinalando sua chegada. Fez milagres em conjunto com seus discípulos e após a morte ressuscitou. (Índia, 900 a.C)

Dionísio da Grécia, nasceu de uma virgem em 25 de dezembro, foi um peregrino que praticou milagres como transformar a água em vinho e é referido como 'Rei dos Reis', 'Filho pródigo de Deus', 'Alpha e Omega', entre muitas outras coisas. Após a sua morte, ressuscitou. (Grécia, 500a.C)
Mithra, da Pérsia, nasceu de uma virgem em 25 de Dezembro, teve 12 discípulos, praticou milagres e após a sua morte foi enterrado e 3 dias depois ressuscitou. Também era referido como 'A Verdade', 'A Luz', entre muitos outros. Curiosamente, o dia sagrado de sua adoração era Domingo (Sunday: Dia do Sol). (Pérsia, 1200 a.C)

Importa salientar aqui é que "existiram" inúmeros salvadores, em vários períodos, de todo o mundo, que preencheram estas mesmas características. A questão mantém-se: por que estes atributos, por que o nascimento de uma virgem em 25 de dezembro, por que a morte e a ressurreição após 3 dias, por que os 12 discípulos ou seguidores? Para descobrir, vamos examinar o mais recente dos Messias Solares.

Jesus Cristo nasceu da virgem Maria em 25 de Dezembro em Belém (Bethlehem), anunciado por uma estrela no Ocidente, seguida por 3 reis (magos) para adorar o salvador. Tornou-se pregador aos 12 anos, e aos 30 foi batizado por João Batista, e assim começou seu reinado. Jesus teve 12 discípulos com quem viajou praticando milagres como curar pessoas, andar na água, ressuscitar mortes e também conhecido como "Rei dos Reis", 'Filho de Deus', 'Luz do Mundo', 'Alpha e Omega', 'Cordeiro de Deus'. Depois de traído pelo seu discípulo Judas e vendido por 30 pratas, foi crucificado, colocado no túmulo, 3 dias depois ressuscitou e ascendeu aos céus.

Em primeiro lugar, a seqüência do nascimento é completamente astrológica. A estrela no ocidente é Sírius, estrela mais brilhante no céu noturno, que em 24 de dezembro, alinha com as 3 estrelas mais brilhantes do cinturão de Órion. Estas 3 estrelas são chamadas hoje como também eram chamadas naquele tempo de "3 Reis". Os 3 Reis e a estrela mais brilhante, Sírius, todas apontam para o nascer do sol no dia 25 de Dezembro. Esta é a razão pela qual os Três Reis "seguem" a estrela ao Leste, numa ordem para se direcionar ao nascer do Sol. A Virgem Maria é a constelação Virgo, também conhecida com a Virgem. Virgo em latim é Virgem. Virgo também é referida como Casa do pão. A representação para Virgo é uma virgem segurando um galho de trigo. Esta casa do pão com galho de trigo representa Agosto e Setembro, tempo de colheita. De fato, traduzindo Bethlehem ao pé da letra é casa do pão, referindo-se à constelação de Virgo.

Outro fenômeno interessante que ocorre em 25 de Dezembro é o solstício de inverno. Do solstício de verão ao inverno, os dias tornam-se mais curtos e frios. Na perspectiva de quem está no Hemisfério Norte, o Sol parece mover-se para o sul aparentando ficar menor e fraco, o encurtar dos dias e o fim das colheitas conforme se aproxima o solstício de inverno simbolizando a morte. Era a morte do Sol. Pelo vigésimo segundo dia de dezembro, o falecimento do Sol estava realizado, na verdade o Sol, tendo-se movido continuamente para o sul durante 6 meses, faz com que atinja o seu ponto mais baixo no céu. Aqui ocorre uma coisa curiosa: o Sol deixa, aparentemente de se movimentar para o sul, durante 3 dias.

Durante estes 3 dias de pausa, o Sol reside nas redondezas da constelação do Cruzeiro do Sul, constelação de Crux ou Alpha Crucis. Depois deste período, em 25 de dezembro, o Sol move-se 1 grau, desta vez para o norte, perspectivando dias maiores, calor e a primavera.

E assim se diz: que o sol morreu na cruz (cruzeiro), esteve morto por 3 dias, apenas para ressuscitar ou nascer mais uma vez. Esta é a razão pela qual Jesus e muitos outros Deuses do Sol partilham a idéia da crucificação, morte de 3 dias e o conceito da ressurreição. É o período de transição do Sol antes de mudar na direção contrária no Hemisfério Norte, trazendo a primavera e assim a salvação. Todavia, não celebram a ressurreição do Sol até o equinócio da primavera ou a páscoa. Isto porque no Equinócio da Primavera, o Sol domina oficialmente o Mal, as Trevas, assim com o período diurno se torna maior que o noturno, e o revitalizar da vida na primavera emerge.

Agora, provavelmente a analogia mais óbvia de todas neste simbolismo astrológico são os 12 discípulos de Jesus, eles são simplesmente as 12 constelações do Zodíaco, com que Jesus, sendo o Sol, viaja junto. Na cruz do Zodíaco, o elemento figurativo da vida é o Sol, não era uma mera representação artística ou ferramenta para seguir seus movimentos, era também um símbolo espiritual pagão.

Jesus é retratado como o 'Sol', 'Filho de Deus', a 'Luz do Mundo', o 'Salvador a erguer-se que renascerá', assim como faz todas as manhãs, a 'Glória de Deus contra as Trevas', assim como 'renasce' a cada manhã, e que pode ser "visto através das nuvens", 'lá em cima no céu', com a sua 'Coroa de Espinhos'... ou raios de Sol.

Agora, nas muitas das referências astrológicas ou astronômicas na Bíblia, uma das mais importantes tem a ver com o conceito de "Eras". Através das escrituras há inúmeras referências a essa 'Era'. Para compreender isto, precisamos primeiro nos familiarizar com o fenômeno da precessão dos
Equinócios. Os antigos Egípcios e outras culturas anteriores, reconheceram que por volta de 2150 em 2150 anos o nascer do Sol durante o Equinócio da primavera, ocorria num diferente signo do Zodíaco. Isso tem a ver com a lenta oscilação angular da Terra quando roda sobre seu eixo. É chamado de precessão porque as constelações vão para trás, em vez de permanecerem no seu ciclo anual normal. O tempo que demora cada precessão através dos 12 Signos é de 25.765 anos. Este ciclo completo é chamado também de 'Grande Ano', e algumas civilizações ancestrais sabiam disso. Referiam-se a cada ciclo de 2150 anos como "Era". De 4300 a.C a 2150 a.C, foi a "Era do Touro". De 2150 a.C a 1 d.C, foi a "Era de Áries", e de 1 d.C a 2150 d.C é a 'Era de Peixes', a Era em que permanecemos nos dias de hoje, e por volta de 2150, entraremos na nova Era, a Era de Aquário. A Bíblia refere-se, por alto, ao movimento simbólico durante 3 Eras, quando se vislumbra já uma quarta.

No Antigo Testamento, quando Moisés desce o Monte Sinai com os mandamentos, ele fica perturbado ao ver sua gente adorando um bezerro dourado. De fato, ele até partiu as pedras dos 10 mandamentos e disse a todos para se matarem uns aos outros para se purificar (Exodus, 32). A maior parte dos estudiosos da Bíblia atribui esta ira de Moisés ao fato de os Israelitas estarem a adorar um falso ídolo, ou algo semelhante. A realidade é que o Bezerro Dourado é Taurus (Touro), e Moisés representa a nova Era de Áries. Esta é a razão pela qual os Judeus ainda hoje assopram com o chifre do carneiro. Moisés representa a nova Era de Áries, e perante esta, todos têm de largar a velha. Outras divindades tais como Mithra marcam esta transição também, um Deus pré-cristão que mata o touro na mesma linha simbólica.

Jesus é a figura portadora da Era seguinte à de Áries, a Era de Peixes, ou dos 2 peixes. O simbolismo de Peixes é abundante no Novo Testamento, assim como Jesus alimenta 5000 pessoas com pão e '2 peixes'. No início enquanto caminhava pela Galiléia, conhece 2 pescadores que o seguem. Agora reflita se voltar a ver um adesivo 'Jesus-fish' nas traseiras dos carros, muitos poucos sabem o que aquilo no fundo representa. É um simbolismo astrológico pagão para o reinado do Sol durante a Era de Peixes.

Jesus assumiu que a data do seu nascimento é a data do início desta Era. Em Lucas 22:10 quando Jesus é questionado pelos discípulos quando será a próxima passagem depois Dele ir-se embora, Jesus responde: 'Eis que quando entrardes na cidade, encontrareis um homem levando um cântaro de água, segui-o até a casa em que ele entrar'. Esta escritura é de longe a mais reveladora de todas as referências astrológicas. O homem que leva um cântaro de água é Aquarius, o portador da água, que é sempre representado por um homem a despejar uma porção de água. Ele representa a Era depois de Peixes, e quando o Sol, Filho de Deus, sair da Era de peixes, Jesus, entrará na casa de Aquarius, e Aquário é posterior a Peixes na precessão dos equinócios. Tudo o que Jesus 'diz' é que depois da Era de Peixes chegará a Era de Aquário.

Todos já ouvimos falar sobre o fim do mundo. Esquecendo o lado cartonista explícito no livro do Apocalipse, a espinha dorsal nesta idéia surge em Mateus 28:20, onde Jesus diz: Eu estarei convosco até o fim do mundo (dos séculos em Português). Contudo, na tradução Inglesa da Bíblia, a palavra 'wolrd' está mal traduzida, no meio de outras más traduções, a palavra realmente usada era 'aeon', que significa "Era". Eu estarei convosco até ao fim da era (Na tradução portuguesa também não acontece). O que no fundo é verdade, Jesus como personificação solar de Peixes irá acabar quando o Sol entrar na Era de Aquário. Este conceito de fim dos tempos e do fim do mundo é uma má interpretação desta alegoria astrológica.

O fato de Jesus, ser literal e astrologicamente um híbrido, só demonstra o quão plágio do Deus-Sol Hórus do Egito, Jesus é. Por exemplo, inscrito há 3500 anos, nas paredes do Templo de Luxor no Egito, estão imagens da enunciação, da imaculada concepção, nascimento e adoração a Hórus. Começam com o anúncio à virgem Isis de que ela irá gerar Hórus, que Nef, o Espírito Santo irá engravidar a Virgem, e depois o parto e a adoração. Mesma história do milagre da concepção de Jesus. A história de Noé e da sua Arca é tirada diretamente das tradições. O conceito de dilúvio é comum em todas as antigas civilizações, em mais de 200 diferentes citações em diferentes períodos e tempos. Contudo, não será preciso ir muito além da fonte pré-Cristã para encontrar a Epopéia de Gilgamesh, escrita em 2600 a.C. Ela fala sobre grandes inundações mandadas por Deus, uma arca com animais salvos e o libertar e o retornar da pomba, entram em concordância com a história bíblica, entre muitas outras semelhanças.

E depois há a história plagiada de Moisés. Sobre o nascimento de Moisés, diz-se que ele foi colocado numa cesta de cana e lançado ao rio para evitar um infanticídio. Ele foi mais tarde salvo pela filha de um Rei e criado por ela como um príncipe. Este bebê numa cesta foi retirado do mito de Sargão de Akkad por volta de 2250 a.C. Sargão nasceu, foi posto numa cesta de rede para evitar um infanticídio e lançado ao rio. Foi salvo e criado por Akki, uma esposa da realeza Acádia. Moisés é conhecido como Legislador, portador dos mandamentos e da Lei Mosaica. A idéia da lei ser passada de um Deus para um profeta numa montanha é antiga. Moisés é somente um legislador numa longa fila de legisladores na história mitológica. Na Índia, Manou foi o grande Legislador. Na ilha de Creta, Minos ascendeu ao Monte Ida, onde Zeus lhe deu as leis Sagradas. Enquanto que no Egito Mises, tinha nas suas pedras tudo o que Deus lhe disse. Manou, Minos, Mises, Moisés. E no que diz respeito a estas dez ordens, foram retiradas do 'Feitiço 125 do Livro dos Mortos' do Antigo Egito. O que é que o livro dos Mortos dizia? "Eu nunca roubei" tornou-se 'Não roubarás,' 'Eu nunca matei' tornou-se 'Não matarás,' 'Eu nunca menti' tornou-se "Nunca levantarás falsos testemunhos" e por aí vai.

A religião Egípcia é no fundo a base fundamental para a teologia Judaico-Cristã. Batismo, vida após morte, julgamento final, imaculada concepção, ressurreição, crucificação, A arca da Aliança, circuncisão, salvadores, comunhão sagrada, dilúvio, páscoa, Natal, a passagem, e muitas outras coisas e atributos são idéias Egípcias, nascidas muito antes do Cristianismo ou Judaísmo.

Justin Martyr, um dos primeiros historiadores e defensores Cristãos, escreveu: "Quando nós [cristãos] dizemos que, Jesus Cristo, nosso mestre, foi produzido sem união sexual, morreu, ressuscitou e ascendeu aos céus, nós não propomos nada de muito diferente do que aqueles que propõem e acreditam tal como nós, nos filhos de Júpiter". Numa escrita diferente, Justin Martyr diz: "Ele nasceu de uma virgem, aceite isto como o que você acredita dos Perseus." É óbvio que Justin e outros cristãos cedo souberam como o Cristianismo era semelhante a outras religiões pagãs. Justin tinha uma solução: 'Para além de tudo o que sabemos, o Diabo era quem mandava nessas idéias.' O Diabo teve a malícia de chegar primeiro que Cristo, e criou estas características para o mundo pagão.

Cristianismo fundamentalista, fascinante! Eles pensam realmente que o mundo tem apenas 12.000 anos. Eu perguntei: 'Ok, e os fósseis dos dinossauros?'

Respondeu: 'Fósseis de dinossauro? Deus colocou-os lá para testar a nossa fé!'

'Eu acho que o teu Deus te colocou aqui para testar a minha fé!'

A Bíblia não é nada mais do que um híbrido literário astro-teológico, tal como todos os mitos religiosos que os antecederam. De fato, o aspecto da transferência de atributos, de uns personagens para os outros é facilmente reconhecida no próprio livro em si.

No Antigo Testamento há a história de Josué. Josué era um protótipo de Jesus.

Josué nasceu de um milagre, Jesus nasceu de um milagre. Josué tinha 12 irmãos, Jesus tinha 12 discípulos. Josué foi vendido por 30 peças de prata, Jesus foi vendido por 30 peças de prata. Irmão Judá sugere a venda de Josué, o discípulo Judas sugere a venda de Jesus. Josué começa os seus trabalhos aos 30, Jesus começa aos 30 também.

Haverá algum registro não bíblico da existência de mais alguém chamado Jesus, filho de Maria, que viajou com 12 seguidores e curou pessoas? Existiram muitos historiadores que viveram no Mediterrâneo durante esse mesmo período e até mesmo após a presumível morte de Jesus. Quantos desses historiadores fizeram relatos sobre a sua figura? Nenhum. Porém, para sermos justos, não significa que os defensores da existência de Jesus nunca tenham reclamado o contrário. Quatro são particularmente referidos como pioneiros sobre a teoria da existência de Jesus. Plínio, Suetônio e Tácito foram os 3 primeiros. Cada uma das suas máximas consiste apenas em algumas frases em que na melhor das hipóteses se refere a Christus ou Cristo e que na realidade não é um nome mas sim uma titulação. Significa 'Escolhido'. A quarta fonte é Josefo cujos documentos, ficou provado, terem sido falsificados séculos atrás e para infortúnio da humanidade, ainda vistos como verdadeiros.

Poderá alguém ter se aproveitado das idéias 'renascer' dos mortos, a 'ascensão' ao Reino dos Céus e a prática de milagres e, que a partir daí tenha começado a surgir nos registros históricos? Não, porque uma vez pesadas as evidências, há grandes probabilidades da figura conhecida como Jesus, nunca ter existido.

'A religião Cristã é uma paródia à adoração do Sol, onde colocaram um homem chamado Jesus Cristo em seu lugar e começaram a entregar a esse personagem, a devoção que entregavam ao Sol.' (Thomas Paine - 1737/1809)

'Nós não queremos ser indelicados, mas temos que ser fatuais. Não queremos magoar sentimentos, queremos ser academicamente corretos, naquilo que compreendemos e sabemos ser verdadeiro. O Cristianismo simplesmente não é baseado em verdades. Consideramos que o Cristianismo foi apenas uma história romana, desenvolvida politicamente. A realidade consiste em que, Jesus foi a divindade solar do setor Gnosticista Cristão, e tal como outros Deuses pagãos, uma figura mítica. Foi sempre o poder político que procurou monopolizar a figura de Jesus para controle social.

Em 325 d.C em Roma, o Imperador Constantino reuniu o Concílio Ecumênico de Nicéia, e foi durante esta reunião que as doutrinas políticas com motivação cristã foram estabelecidas e assim começou uma longa história de derramamento de sangue e fraude espiritual. E nos mais de 1600 anos que se seguiram, o Vaticano tem dominado politicamente e com mão de ferro, toda a Europa, conduzindo-a a um período de obscurantismo através de eventos como as Cruzadas e a Santa Inquisição. O Cristianismo, bem como todas as crenças teístas, são a fraude desta Era. Serviu para afastar os seres humanos do seu meio natural, e da mesma maneira, uns dos outros. Sustenta a submissão cega do ser humano à autoridade.

Reduz a responsabilidade humana sob a premissa de que Deus controla tudo, e que por sua vez os crimes mais terríveis podem ser justificados em nome da perseguição Divina. O mito religioso é o mais poderoso dispositivo jamais criado, e serve como base psicológica para que outros mitos floresçam ou justifiquem.'

'Religião não pode consertar a humanidade porque religião é escravidão' (Robert G. Ingersoll - 1833-1899).
Reflexões sobre o Campo Psi: A região do profissional psicampista está sitiada por um sem número de pontos de contato, que não são somente interfaces teóricas ou acadêmicas, mas sim, que delimitam um locus, que se não o preenchermos vigorosamente estará sempre vazio, e qual um buraco negro, pondo-se a atrair irresistivelmente maus turistas em terra estranha. Como em um jogo de puzzle, se a última peça se perde, as demais denunciam seu contorno. Faz-se mister apoderarmo-nos desse espaço aí delimitado, que é, ou deveria ser tão somente nosso. Digo isso, pelo fato de nossa guarda-de-fronteiras estar um tanto adormecida, permitindo a invasão de todo tipo de profissional não-psicampista, como no caso dos médicos não-psiquiatras, a fazerem uso de psicofármacos sem indicação, com grave risco à vida, ou, dos "terapeutas da palavra", que por não terem formação Psi específica, desvalorizam-na aos olhos do cliente mal-informado. Assim, Ciência em geral, Filosofia, Religião, Esoterismos, Arte, Neurociência, Computação, Evolução, Lingüística e por aí vai, são áreas que nos enriquecem culturalmente sobremaneira, mas que não autorizam seus devotados integrantes a nos substituírem.