blog do Fontana
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Delirium tremens
Socorro! Degolar-me-á a compulsão
Que se ruma sentido ao Álcool enjaulado.
Assim sendo, prostro-me: com pus hão
De celebrar, tu e esse demônio ao lado.
Trêmulo. De Satanás o sangue mui
Apraz: bebi-o, e vomitei uma alma viva.
A lasca de Rocha* a um Pedro, que rui,
Pra incrustar o exorcismo, é tempestiva?
Socorro! Credulidade sã, inconsútil...
Bebe, mas invoca a Onipotência útil,
Que quebre a tempo esta herança.
Maldito o cálice com veneno tinto!
E sê cerceada de todo solo, recinto,
A videira próxima à minha criança!
????
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
O que é terrorismo
Terrorismo é uma ação caracterizada pelo uso da violência com objetivos políticos contra civis, lideres políticos ou militares que não estejam em operação de guerra.
É muito comum confundir o terrorismo com ações violentas praticadas por determinados grupos a fim de resistir à opressão, à ocupação ou o domínio colonial. Estes atos são, na verdade, formas de resistencia armada ao julgo dos Estados. Esse tipo de ação política tem sido empregado por minoria étinicas, políticas, religiosas ou culturais para obter poder e provocar impacto junto à opinião pública.
É muito comum confundir o terrorismo com ações violentas praticadas por determinados grupos a fim de resistir à opressão, à ocupação ou o domínio colonial. Estes atos são, na verdade, formas de resistencia armada ao julgo dos Estados. Esse tipo de ação política tem sido empregado por minoria étinicas, políticas, religiosas ou culturais para obter poder e provocar impacto junto à opinião pública.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Santa Luzia do Paruá
A padroeira de Santa Luzia do Paruá é a própria Santa Luzia.
Vamos conhecer um pouco da história que contam a respeito de tal personagem carregada de mistérios, lendas etc... você que mora em Santa Luzia do Paruá achar interessante saber que um prefeito da cidade, onde Santa Luzia de recusou aceitar o convite de um jovem para um namoro, não conseguiu tirar ela do lugar nem com um guincho, rsrs nesse tempo não tinha guincho é claro, mas leia a história!
VIDA DE SANTA LUZIA
Luzia nasce por volta do ano 280 d.C. em Siracusa, esplendida cidade de mar, da nobres pais. O pai de Luzia, que talvez se chamasse Lúcio, morreu quando ela era muito pequena, assim foi crescida pela mãe Eutichia da qual conheceu a verdade do cristianismo e a mensagem de amor de Jesus. Foi assim que Luzia conheceu o cristianismo, as histórias dos primeiros cristãos, o martirio deles pelo amor de Jesus e assim crescendo Luzia se deixou capturar o coração por Jesus e no seu coração decidiu de se consagrar, unindo-se a ele como uma esposa com o seu esposo, com voto perpétuo de virgem.
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PEREGRINAÇÃO
Luzia, preocupada pelo agravar-se da doença que tinha a mãe, uma hemorragia considerada incurável, sugeriu o peregrinação ao sepulcro da mártir Santa Agata em Catania. Vítima no ano 251 das perseguições de todos os cristãos ordenadas pelo imperador Décio, muitas pessoas iam ao sepulcro para obter as graças porque a fama da gloriosa Santa se era espalhada em todo lugar por causa dos milagres que ela fazia e no seu coração, Luzia era certa que teria feito bem também à sua querida mãe.
Eutichia aceitou, cheia de esperança, a exortação de Luzia e assim decidiram de partir em peregrinação a fim de alcançar Catania, onde chegaram no dia da festa de Santa Ágata: era o dia 5 de fevereiro de 301. Durante a celebração escutaram o passo do Evangelho de Mateu referente ao raconto da mulher que sofria de hemorragia, curada por ter tocado o manto de Jesus.
Luzia iluminada propos à mãe de tocar o sepulcro de Santa Ágata convencida da potente intercessão da Santa.
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O MILAGRE
Enquanto Eutichia tocava o sepulcro, a Luzia apareceu em visão S. Ágata que lhe disse "Luzia, irmã minha, porque pedes a mim aquilo que tu mesma podes obter para a tua mãe? Eis, tua mãe foi jà curada pela tua fé. E como por meio meu vem beatificada a cidade de Catania, assim por meio teu serà salvada a cidade de Siracusa".
Luzia disse a mãe "Pela intercessão de S. Ágata, Jesus te curou" e imediatamente Eutichia se sentiu retornar as forças e compreendeu que tinha sido curada.
Luzia compreendeu que aquele era o momento justo para revelar a sua mãe a intenção de consagrar-se a Jesus e de querer donar a sua rica dote nupcial aos pobres. Eutichia, que tinha o coração repleto de agradecimento pela graça recebida, aceitou.
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A DENUNCIA
Um jovem da sua cidade, apaixonado por Luzia, desiludido por não poder casar come la, porque Luzia lhe tinha explicado que ela se era consagrada a Jesus, se vingou com raiva, denunciando-a ao prefeito romano Pascasio como seguaz de Cristo. O imperador Diodeziano tinha emitido uma publicação que previa uma feroz repressão contra os cristãos.
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A PRISÃO
Luzia foi presa e conduzida ao prefeito Pascasio, que a ordenou de fazer sacrifícios aos deus pagãos para renegar a própria fé cristã. Luzia não aceitou, Pascasio se deu conta que não teria obtido nada e então ordenou que a moça fosse levada nas piores zonas da cidade a fim de que fosse usada violencia contra ela.
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OS PRODÍGIOS
Os soldados a pegaram para levar embora, mas nem com a força conseguiam move-la, experimentaram também liga-la com fios, as mãos e os pés, mas nem assim conseguiram, sem explicação a moça continuava fixa como uma pedra. Deus não permetia a ninguém de levá-la embora.
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O MARTÍRIO
Pascasio furioso, a condenou à decapitação, morte reservada aos condenados de nobre estirpe. S. Luzia antes da execução preanunciou a morte de Diocleziano, que aconteceu poucos anos depois e o final das perseguições terminadas no ano 313 d.C com publicação de Costantino.
Luzia foi morta no dia 13 de Dezembro de 304 e teve sepultura no mesmo lugar onde no ano 313 foi construído um santuário a ela dedicado.
No ano 1039 o general bizantino Giorgio Maniace transferiu o corpo de Santa Luzia de Siracusa a Constantinopoli, para tirar-la do perigo de invasão da cidade de Siracusa da parte dos Saracenos.
No ano 1204 durante a quarta cruzada o Doge de Veneza, Enrico Dandolo, encontra a Costantinopoli os restos da Santa, as leva a Veneza no mosteiro de São Jorge e no ano 1280 a faz transferir na igreja a ela dedicada a Veneza.
S. Luzia salvou tantas vezes Siracusa nos seus momentos mais dramáticos como carestias, terremotos, guerras e interveniu também em outras cidades como Brescia que, graças à sua intercessão, foi liberada da uma grave carestia.
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DEVOÇÃO
A devoção a S. Luzia se difundiu logo depois da sua morte e se transmetiu até os nossos tempos. O testemunho mais antigo é uma epigrafe marmorea em grego do IV século descoberta no ano 1894 nas catacumbas de Siracusa.
Papa Gregorio Magno, que viveu entre os anos 590 e 604, inseriu Santa Luzia no cânone da missa romana. Algumas citações se encontram na Suma Teológica de S. Tomás de Aquino. Entre os seus devotos encontramos S. Catarina de Siena, S. Leão Magno.
Dante faz o simbolo da Graça iluminante e se define seu fiel. A considerava protetora da vista e como conta no Convivio, pediu muitas vezes a Ela que curasse os distúrbios dos olhos. A legenda popular narra, que à Santa foram tirados os olhos da orbita, por isso algumas iconografias figuram a Santa com uma bandeja na mão onde os olhos se encontram em cima. Santa Luzia é a protetora da vista.
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TRADIÇÃO DE S. LUZIA
No Norte da Itália, na Cecoslovacchia e também na Austria, se comemora Santa Luzia como portadora de dons para as crianças.
Na Dinamarca e Suécia a Santa vem comemorada com a escolha de uma moça que a represente e no corteu com outras moças que na Suécia é muito venerada também da Igreja Luterana.
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EPíLOGO
Santa Luzia lançou na história, com o seu martírio, o grito de amor em direção a Jesus.
O Seu coração ardia como um forno de Amor divino e foi esta força enorme, que a consentiu de superar as angústias que vinham do humano. Santa Luzia soube aceitar para si, o sacrifício e a dor, na grande fé naquele Jesus que jà estava na sua alma.
Aquele coração, já livre de pulsar somente de amor, lhe tinha permitido de alcançar as virtudes naquele caminho feito com sucesso para vencer o humano. Elevando os nossos olhos a Santa Luzia, somos inundados pela sua luz protetora e pelo aroma das suas virtudes e perdidos diante ao seu sacrificio.
Podemos tranquilamente pedir, através da sua potente intercessão, de reacender em nós a chama viva do Amor divino, de fazer nascer as tenuas plantinhas da virtude para reacender a esperança de sermos salvos. Também na dificuldade e nas necessidades podemos recorrer ao seu patrocinio, certos de sermos ajudados..
Che belo seria tê-la perto para ajudar-nos a percorrer aquela estrada que sobe naquela pico que se perde nos céus de Deus.
A padroeira de Santa Luzia do Paruá é a própria Santa Luzia.
Vamos conhecer um pouco da história que contam a respeito de tal personagem carregada de mistérios, lendas etc... você que mora em Santa Luzia do Paruá achar interessante saber que um prefeito da cidade, onde Santa Luzia de recusou aceitar o convite de um jovem para um namoro, não conseguiu tirar ela do lugar nem com um guincho, rsrs nesse tempo não tinha guincho é claro, mas leia a história!
VIDA DE SANTA LUZIA
Luzia nasce por volta do ano 280 d.C. em Siracusa, esplendida cidade de mar, da nobres pais. O pai de Luzia, que talvez se chamasse Lúcio, morreu quando ela era muito pequena, assim foi crescida pela mãe Eutichia da qual conheceu a verdade do cristianismo e a mensagem de amor de Jesus. Foi assim que Luzia conheceu o cristianismo, as histórias dos primeiros cristãos, o martirio deles pelo amor de Jesus e assim crescendo Luzia se deixou capturar o coração por Jesus e no seu coração decidiu de se consagrar, unindo-se a ele como uma esposa com o seu esposo, com voto perpétuo de virgem.
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PEREGRINAÇÃO
Luzia, preocupada pelo agravar-se da doença que tinha a mãe, uma hemorragia considerada incurável, sugeriu o peregrinação ao sepulcro da mártir Santa Agata em Catania. Vítima no ano 251 das perseguições de todos os cristãos ordenadas pelo imperador Décio, muitas pessoas iam ao sepulcro para obter as graças porque a fama da gloriosa Santa se era espalhada em todo lugar por causa dos milagres que ela fazia e no seu coração, Luzia era certa que teria feito bem também à sua querida mãe.
Eutichia aceitou, cheia de esperança, a exortação de Luzia e assim decidiram de partir em peregrinação a fim de alcançar Catania, onde chegaram no dia da festa de Santa Ágata: era o dia 5 de fevereiro de 301. Durante a celebração escutaram o passo do Evangelho de Mateu referente ao raconto da mulher que sofria de hemorragia, curada por ter tocado o manto de Jesus.
Luzia iluminada propos à mãe de tocar o sepulcro de Santa Ágata convencida da potente intercessão da Santa.
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O MILAGRE
Enquanto Eutichia tocava o sepulcro, a Luzia apareceu em visão S. Ágata que lhe disse "Luzia, irmã minha, porque pedes a mim aquilo que tu mesma podes obter para a tua mãe? Eis, tua mãe foi jà curada pela tua fé. E como por meio meu vem beatificada a cidade de Catania, assim por meio teu serà salvada a cidade de Siracusa".
Luzia disse a mãe "Pela intercessão de S. Ágata, Jesus te curou" e imediatamente Eutichia se sentiu retornar as forças e compreendeu que tinha sido curada.
Luzia compreendeu que aquele era o momento justo para revelar a sua mãe a intenção de consagrar-se a Jesus e de querer donar a sua rica dote nupcial aos pobres. Eutichia, que tinha o coração repleto de agradecimento pela graça recebida, aceitou.
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A DENUNCIA
Um jovem da sua cidade, apaixonado por Luzia, desiludido por não poder casar come la, porque Luzia lhe tinha explicado que ela se era consagrada a Jesus, se vingou com raiva, denunciando-a ao prefeito romano Pascasio como seguaz de Cristo. O imperador Diodeziano tinha emitido uma publicação que previa uma feroz repressão contra os cristãos.
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A PRISÃO
Luzia foi presa e conduzida ao prefeito Pascasio, que a ordenou de fazer sacrifícios aos deus pagãos para renegar a própria fé cristã. Luzia não aceitou, Pascasio se deu conta que não teria obtido nada e então ordenou que a moça fosse levada nas piores zonas da cidade a fim de que fosse usada violencia contra ela.
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OS PRODÍGIOS
Os soldados a pegaram para levar embora, mas nem com a força conseguiam move-la, experimentaram também liga-la com fios, as mãos e os pés, mas nem assim conseguiram, sem explicação a moça continuava fixa como uma pedra. Deus não permetia a ninguém de levá-la embora.
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O MARTÍRIO
Pascasio furioso, a condenou à decapitação, morte reservada aos condenados de nobre estirpe. S. Luzia antes da execução preanunciou a morte de Diocleziano, que aconteceu poucos anos depois e o final das perseguições terminadas no ano 313 d.C com publicação de Costantino.
Luzia foi morta no dia 13 de Dezembro de 304 e teve sepultura no mesmo lugar onde no ano 313 foi construído um santuário a ela dedicado.
No ano 1039 o general bizantino Giorgio Maniace transferiu o corpo de Santa Luzia de Siracusa a Constantinopoli, para tirar-la do perigo de invasão da cidade de Siracusa da parte dos Saracenos.
No ano 1204 durante a quarta cruzada o Doge de Veneza, Enrico Dandolo, encontra a Costantinopoli os restos da Santa, as leva a Veneza no mosteiro de São Jorge e no ano 1280 a faz transferir na igreja a ela dedicada a Veneza.
S. Luzia salvou tantas vezes Siracusa nos seus momentos mais dramáticos como carestias, terremotos, guerras e interveniu também em outras cidades como Brescia que, graças à sua intercessão, foi liberada da uma grave carestia.
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DEVOÇÃO
A devoção a S. Luzia se difundiu logo depois da sua morte e se transmetiu até os nossos tempos. O testemunho mais antigo é uma epigrafe marmorea em grego do IV século descoberta no ano 1894 nas catacumbas de Siracusa.
Papa Gregorio Magno, que viveu entre os anos 590 e 604, inseriu Santa Luzia no cânone da missa romana. Algumas citações se encontram na Suma Teológica de S. Tomás de Aquino. Entre os seus devotos encontramos S. Catarina de Siena, S. Leão Magno.
Dante faz o simbolo da Graça iluminante e se define seu fiel. A considerava protetora da vista e como conta no Convivio, pediu muitas vezes a Ela que curasse os distúrbios dos olhos. A legenda popular narra, que à Santa foram tirados os olhos da orbita, por isso algumas iconografias figuram a Santa com uma bandeja na mão onde os olhos se encontram em cima. Santa Luzia é a protetora da vista.
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TRADIÇÃO DE S. LUZIA
No Norte da Itália, na Cecoslovacchia e também na Austria, se comemora Santa Luzia como portadora de dons para as crianças.
Na Dinamarca e Suécia a Santa vem comemorada com a escolha de uma moça que a represente e no corteu com outras moças que na Suécia é muito venerada também da Igreja Luterana.
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EPíLOGO
Santa Luzia lançou na história, com o seu martírio, o grito de amor em direção a Jesus.
O Seu coração ardia como um forno de Amor divino e foi esta força enorme, que a consentiu de superar as angústias que vinham do humano. Santa Luzia soube aceitar para si, o sacrifício e a dor, na grande fé naquele Jesus que jà estava na sua alma.
Aquele coração, já livre de pulsar somente de amor, lhe tinha permitido de alcançar as virtudes naquele caminho feito com sucesso para vencer o humano. Elevando os nossos olhos a Santa Luzia, somos inundados pela sua luz protetora e pelo aroma das suas virtudes e perdidos diante ao seu sacrificio.
Podemos tranquilamente pedir, através da sua potente intercessão, de reacender em nós a chama viva do Amor divino, de fazer nascer as tenuas plantinhas da virtude para reacender a esperança de sermos salvos. Também na dificuldade e nas necessidades podemos recorrer ao seu patrocinio, certos de sermos ajudados..
Che belo seria tê-la perto para ajudar-nos a percorrer aquela estrada que sobe naquela pico que se perde nos céus de Deus.
Lendas e Folclores do Nordeste para estudantes
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LABATUT / LUZIA
Vamos ver algumas lendas do nosso brasil porreta?
LABATUT. É um monstro que tem forma humana e que vive na região do Apodi, fronteira do Ceará com o Rio Grande do Norte. É um bicho pior que o lobisomem, pior que a caipora e o cão coxo. Ele mora no fim do mundo e, todas as noites, percorre a cidade procurando o que comer. Seus pés são redondos, as mãos são compridas, os cabelos são longos e assanhados, seu corpo é cabeludo, só tem um olho na testa e seus dentes são como os do elefante. O nome do monstro é uma lembrança das violências e brutalidades do General Pedro Labatut, que esteve no Ceará (1832-1833) para combater a insurreição de Joaquim Pinto Madeira, e que terminou se rendendo com 1690 homens em armas. O monstro Labatut preferia comer as crianças por terem a carne mais mole.
LADAINHAS. São orações de Nossa Senhora, do Sagrado Coração de Jesus e de todos os Santos, rezadas durante as novenas e os terços.
LAGO ENCANTADO DO GRONGONZO. O morro do Grongonzo fica situado no município de São Bento, Pernambuco. No morro, que é arredondado, diz a lenda que aparece e desaparece, sem deixar vestígios, um grande lago que guarda, no fundo de suas águas, riquezas incalculáveis. Quem viu o lago uma vez não verá mais.
LAMA-DE-POTE. É o lodo formado nas paredes do lado de fora dos potes e das quartinhas (bilhas) de barro. Misturado com cinza e suco de limão é um remédio popular bastante usado pelas pessoas que estão com papeira (cachumba).
LAMPIÃO. Virgulino Ferreira da Silva, mais conhecido como Lampião, nasceu em Floresta do Navio, Pernambuco, no dia 4 de junho de 1898. Com três anos de escola aprendeu a ler e escrever. Antes de tornar-se assassino, com 17 anos de idade, Lampião era vaqueiro, amansador de cavalos e burros. Nas horas vagas, fazia obras de couro (selas, arreios, etc.) e tocava sanfona de oito baixos. Quando seu pai faleceu, Lampião já havia assassinado algumas pessoas e assaltado muitas fazendas e pequenas cidades. Lampião não entrou no cangaço por vingança. Conhecedor da região, Lampião sabia se esconder, em companhia de seu bando, das forças policiais de quatro Estados que andavam à sua procura, combatendo-o em batalhas das quais ele conseguia sempre escapar. Ninguém sabe quantas pessoas Lampião matou. Considerado violento, sádico, estuprador, incendiário, Lampião escreveu uma das páginas mais sangrentas da história dos sertões nordestinos. Rezava, tocava sanfona, gostava de ler e de ser fotografado, fazia versos, era temido e respeitado durante os anos que dominou o sertão. Apesar de cego de um olho (leucoma), tinha uma boa pontaria para matar os soldados que lhe davam combate. Depois de muitas lutas, cercos, fugas, Lampião foi abatido com um tiro de fuzil, na cabeça, pelo soldado Antônio Honorato da Silva, da Força Policial Alagoana, sob o comando do Capitão João Bezerra da Silva, que era pernambucano. Maria Bonita, que era sua amante e vivia no grupo, caiu morta ao seu lado, em companhia de mais nove cangaceiros. Com a morte de Lampião, a paz recomeçou a reinar nos sertões nordestinos. Veja COITEIROS, XAXADO.
LAPINHA. É o nome que o povo dá ao pastoril, sem a inclusão de danças e cantos estranhos aos assuntos natalinos, substituídos pela manjedoura, o menino Jesus, Nossa Senhora, São José e os Reis Magos com seus presentes, bem como os animais, em forma de pequenas imagens dos santos e miniatura de animais da manjedoura. Na Noite de Reis, retiradas as imagens dos santos e as estátuas dos animais, a lapinha é queimada. Veja PASTORIL e QUEIMA.
LARANJINHA. 1. Cachaça em cuja garrafa são colocados pedaços de laranja; 2. Também era, nos carnavais antigos, bolas de cera cheias de água perfumada, que eram jogadas nos foliões, também conhecida como lima-de-cheiro ou limão-de-cheiro dos carnavais cariocas. A laranjinha desapareceu depois que surgiu o lança-perfume.
LARANJO. O laranjo é como se chama, no interior da Bahia, Pernambuco e Piauí, o homem ruivo de olhos azuis. Talvez seja o resultado do casamento de brasileiros com holandeses e franceses, quando andaram pela região.
LAURA DELLA MONICA nasceu no dia 21 de novembro de 1922, na cidade de São Paulo, SP. Licenciada em Música - pelo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo (1947), em Pedagogia – pela Faculdade de Educação e Ciências Humanas "Prof. Laerte de Carvalho" (1978) e em Educação Artística – pela Faculdade de Ciências e Letras de Araras – SP (1980), Pós-Graduação, em nível de Especialização em Percepção Musical – pela Escola Nacional de Música do Rio de Janeiro (1972), em Didática do Ensino Superior – pela Faculdade São Judas Tadeu, em Museologia – pelo Instituto de Museologia de São Paulo e Pós-Graduação em nível de Mestrado – pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (1992), Pós-Graduação em nível de Doutorado – curso de Ciências da Comunicação – Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, além de vários outros cursos, seminários e jornadas sobre Folclore, Turismo, Lazer, etc., e estágios em diversas entidades culturais, Laura Della Mônica que muito tem divulgado o Folclore brasileiro nos países que tem visitado tomando parte em congressos e seminários além de vários ensaios publicados em revistas especializadas e muitos artigos na imprensa brasileira, nos deu Folclore paulista (1965), Rosa Amarela (1967), Manual do Folclore (1976), Folclore brasileiro (1976), Acorda povo! (1988), Festas populares (1991), Folclore e taologia (1992), A influência indígena na formação cultural brasileira (1993), A influência francesa no cancioneiro infantil do Brasil (1994) e Os três santos do mês de junho (1995) e outros.
LAVAGEM-DE-IGREJA. Dizem os historiadores que a lavagem das igrejas é uma tradição que tem mais de duzentos anos e consiste na promessa que as pessoas fazem de varrer, lavar e enfeitar as igrejas. É uma tradição que vem dos tempos imperiais, quando uma princesa varria a Igreja de Petrópolis, como uma simples empregada. Em Salvador é que a tradição se mantém viva até hoje. A lavagem da Igreja do Senhor do Bonfim na quinta-feira de oitava não é de origem africana, de vez que já existia em Portugal. Quem introduziu a lavagem da igreja do Senhor do Bonfim foi um português que combateu na Guerra do Paraguai e fez uma promessa de lavar o átrio da referida igreja se voltasse vivo. Hoje, entretanto, a cerimônia se transformou numa festa tradicional.
LAVANDEIRA. É um pássaro de cor branco-creme com asas pretas, também conhecida como lavandeira de nossa senhora. Quem matar uma lavandeira ofende Nossa Senhora porque a ave ajudou a lavar as roupinhas do Menino Jesus.
LAZARINA. A lazarina é uma espingarda de carregar pela boca, usando chumbo fino e médio, muito amiga dos homens do campo que, aos domingos, saem para caçar. Seu nome teve origem em 1651, quando o milanês Lázaro Caminazzo começou a fabricar essas espingardas que ganharam seu nome.
LÉGUA-DE-BEIÇO. Para o nosso matuto, acostumado a andar a pé, todo lugar fica perto. Quando perguntado onde fica a fazenda ou sítio de um agricultor, ele, estendendo o lábio inferior, diz: - "É ali...". Acontece que o sítio ou fazenda ficam a algumas léguas de distância. Daí a expressão légua-de-beiço, geralmente léguas muito grandes, muito compridas.
LENÇO. É muito comum presentear uma pessoa com uma caixa de lenços. Mas o povo acredita que não é bom receber lenços de presente porque eles chamam lágrimas, isto é, fazem com que morra alguém da família. Quando uma pessoa recebe lenços de presente é bom dar logo outro presente à pessoa que lhe deu; assim fazendo, nada acontecerá.
LENDA. A lenda é um episódio heróico ou sentimental com elemento maravilhoso ou sobre-humano, transmitida na tradição oral popular, conservadas as quatro características do conto popular: ambigüidade, persistência, oralidade e anonimato. Muitas são as lendas existentes no Brasil e em todos os países do mundo: a lenda da Mãe-D'água, a lenda de Santo Antônio, a lenda do Barba-Ruiva.
LEONARDO ANTÔNIO DANTAS SILVA nasceu em 1945, na cidade do Recife, PE. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Católica de Pernambuco (1969), dedicou-se, desde jovem, ao jornalismo, tendo começado na revisão e posteriormente exercido as funções de redator do Jornal do Commercio (1965-1975) e do Diario de Pernambuco (1974-1988). Diretor do Departamento Estadual de Cultura (1975-1979), criador da Fundação de Cultura Cidade do Recife (1979-1983), Diretor de Assuntos Culturais da Fundarpe (1983-1987), atualmente exerce as funções de Diretor da Editora Massangana da Fundação Joaquim Nabuco. Além de produtor fonográfico e animador cultural, tem publicado inúmeros ensaios e artigos, bem como vários livros dentre os quais destacamos Bandeira de Pernambuco (1972), Recife: uma História de Quatro Séculos (1975), Pequeno Calendário Histórico-Cultural de Pernambuco (1976), Ritmos e Danças-frevo (1977), Cancioneiro Pernambucano (1978), O Piano em Pernambuco (1987), Alguns Documentos para a História da Escravidão (1988), A Imprensa e Abolição (1988), A Abolição em Pernambuco (1988), Estudos sobre a Escravidão Negra 2v. (1988), Nabuco e a República (1990) e A República em Pernambuco (1990), Blocos carnavalescos do Recife (1998) e Bandas musicais de Pernambuco (1998).
LIMÃO. O limão, com que se faz uma deliciosa limonada, muito aconselhável aos que moram nos lugares de clima quente, também afasta os malefícios. Quando a pessoa vai viajar de navio ou de avião, conduzir um limão no bolso ou na bolsa faz com que a pessoa não enjoe. O sumo do limão é um poderoso contraveneno. Na culinária, é bom espremer limão, principalmente em carne de porco. Depois de uma feijoada bem pesada, nada como um cálice de batida-de-limão, feita com água de coco, para equilibrar o estômago.
LÍNGUA. Estirar a língua em quase todos os países do mundo é um insulto. Mas no Tibet é a maneira mais educada de se saudar uma pessoa. Os meninos gostam de estirar a língua, dar merda, quando estão brabos.
LITERATURA ORAL. A literatura oral é a literatura falada, como a estória, a lenda, as adivinhações, os provérbios, as parlendas, as frases-feitas, os ditos, os trava-línguas, etc., diferente da literatura escrita que compreende o romance, o conto, a crônica, a poesia, etc.
LOBISOMEM. O lobisomem é um mito universal. A imaginação do povo retrata o lobisomem assim: é um homem pálido, magro, de orelhas compridas e nariz levantado. Como é que surge o lobisomem? Nasce o lobisomem quando o filho é resultado de um incesto. É o filho que nasceu de um casal que teve sete filhas. Quando chega aos treze anos, numa terça ou quinta-feira, sai à noite e, quando encontra um lugar onde um jumento se espojou, começa o fado. Daí por diante, todas as terças e sextas-feiras, de meia-noite às duas horas, o lobisomem tem que fazer sua corrida, visitando sete cemitérios, sete partidas do mundo, sete oiteiros, sete encruzilhadas e, ao regressar ao lugar onde o jumento se esponjou, readquire a forma humana. Quem ferir o lobisomem, quebra-lhe o fado; mas a pessoa não deve se sujar com seu sangue porque, se assim acontecer, também se tornará lobisomem. Para desencantar um lobisomem basta feri-lo ou usar uma bala untada com cera de vela acesa durante três missas de domingo ou na Missa do Galo, rezada na meia-noite de Natal.
LONGUINHO. É um santo popular do Nordeste. Quando uma pessoa perde alguma coisa, faz uma promessa a São Longuinho, rezando, assim: "Meu São Longuinho, se eu achar o que eu perdi, dou três saltos, três gritos e três assobios". Achando a coisa perdida a pessoa paga a promessa feita, dando três pulos, três gritos e três assobios.
LORDE. A palavra lord em inglês significa senhor e o vocábulo se popularizou com o intercâmbio comercial do Brasil com a Inglaterra, começado em 1810. Ainda hoje o povo usa este termo quando acha que uma pessoa está alinhada, bem vestida. A pessoa está, assim, lorde.
LOURENÇO. Lourenço foi um santo que morreu queimado vivo numa grelha, por perseguição do Imperador Valeriano, em Roma, no século I I I . O povo diz que São Lourenço é o guardião dos ventos, governador dos ventos. Quando os meninos nordestinos querem soltar papagaio (pipa) e não tem vento, eles costumam gritar: - "São Lourenço, São Lourenço! Abra a porta do vento!" E o vento num instante chega, fazendo com que os papagaios ganhem as alturas.
LOUVA-A-DEUS. É um pequeno inseto também conhecido por põe-mesa. Parecido com um grilo muito magro, traz sempre as mãos postas, juntas, os joelhos dobrados e os olhos voltados para o céu, como se estivesse rezando, razão pela qual é chamado louva-a-deus.
LUA. A Lua é considerada como a mãe das plantas, presidindo seu crescimento. O povo crê que cabelo cortado em noite de Lua Nova cresce rápido e afina. Se a mulher grávida dormir banhada pela claridade da Lua, o filho nasce débil mental, aluado. É bom mostrar dinheiro à Lua Nova para que ele se multiplique, cresça. Nas noites de Lua, as mães embalam seus filhos cantando: - "A bênção, Dindinha Lua,/Me dê pão com farinha,/ Para eu dar à minha galinha,/ Que está presa na cozinha!/ Xô, galinha! Vai pra tua camarinha!". A Lua tem muito significado para as pessoas que se amam. É nas noites de Lua Cheia que são feitas as serenatas, as serestas, ao som de violões e clarinetes, quando os rapazes enaltecem a beleza da mulher amada, declarando seu amor. O cancioneiro popular é rico tendo a Lua como tema, principalmente valsas. A Lua sempre foi e continuará sendo a inspiração dos poetas, nos seus sonetos e poemas.
LUÍS DA CÂMARA CASCUDO nasceu em 1898, na cidade do Natal, RN. Começou a estudar medicina em Salvador, mas teve que desistir em virtude das dificuldades financeiras de sua família. Estreou no jornalismo aos vinte anos de idade, publicando seus primeiros artigos em A IMPRENSA, jornal de propriedade de seu pai. Concluiu o curso de Direito na Faculdade de Direito do Recife em 1928. Publicou seu primeiro livro aos vinte e três anos, Alma Patrícia, reunindo artigos sobre escritores de sua terra. Professor de Direito Internacional Público da Faculdade de Direito, e de Etnologia Geral da Faculdade de Filosofia do Natal, Cascudo foi um homem culto e simples, havendo publicado mais de cem livros e ninguém sabe quantos artigos em jornais e revistas nacionais e internacionais. Considerado por suas pesquisas, seu saber e seus trabalhos na área de sua predileção como o Papa do Folclore Brasileiro, publicou dentre outros os seguintes livros: Vaqueiros e Cantadores (1952), Geografia do Mito Brasileiro (1947), Literatura Oral (1952), Dicionário do Folclore Brasileiro (1954), Geografia do Brasil Holandês (1956), Jangada (1957), A Vaquejada Nordestina (1974), Antologia da Alimentação no Brasil (1977). Faleceu na cidade do Natal, onde viveu toda a sua vida no seio de seu povo, que ele tanto amou, em 1986.
LUMINÁRIAS. Os indígenas brasileiros descobriram o fogo friccionando, pacientemente, uma haste de madeira, seca, na cavidade de um tronco de árvore. Logo que esse atrito continuado produzia chama, fogueiras eram feitas para adorar seus deuses, moquear a carne da caça abatida, proteger a taba dos animais ferozes e iluminar suas noites. Já os colonizadores sabiam dominar o fogo e fabricavam suas luminárias de pequenas panelas de barro contendo azeite de mamona, de coco ou de baleia, com uma torcida de algodão e começaram a ser usadas no Brasil a partir do século XVI, recomendadas por Cartas Régias. O querosene só apareceu em 1850. Somente depois de 1870 é que os candeeiros passaram a iluminar as casas, e as cidades tiveram suas ruas iluminadas por lampiões. Algum tempo depois começaram a chegar da Europa bonitos candeeiros de vidro, coloridos com flores e pássaros, de diversos tamanhos, com mangas medidas por linhas, enfeitando as salas dos senhores de engenho, dos comerciantes e das famílias abastadas. Os funileiros da zona rural, aproveitando as latas de manteiga, de compotas, de óleo lubrificante e de outros produtos industrializados, começaram a fabricar seus fifós, de mesa ou de parede, ainda hoje usados nas casas humildes. As famílias ricas iluminavam suas salas com artísticos lustres de cristal a carboreto, novidade trazida para o Nordeste pelos trens da Great Western. Ainda hoje vamos encontrar no interior, durante as festas de Natal, de Ano Novo, de Reis ou da padroeira do lugar, toscos bicos de carboreto iluminando os taboleiros de confeito, mata-fome ou cocada e as toldas de sorvete raspa-raspa. Os velhos funileiros do interior, no seu artesanato, matam a saudade do tempo passado fazendo seus fifós até mesmo de lâmpadas elétricas inutilizadas.
LUNÁRIO PERPÉTUO. Durante cerca de duzentos anos o Lunário Perpétuo foi o livro mais lido do Nordeste brasileiro. Nele, as pessoas encontravam as informações mais diferentes como horóscopos, remédios populares, fazes da lua, o tempo certo de serem plantados o milho, o feijão, etc. A primeira edição do livro data de 1703, feita pela casa de Miguel Menescal, em Lisboa. Hoje o Lunário é uma preciosidade só encontrada na biblioteca dos estudiosos ou bibliófilos.
LUNDU. Conhecido também como lundum, landu, londu, o lundu foi uma música e dança trazidas pelos escravos africanos. Outros gêneros musicais surgiram do lundu, como aconteceu com a chula, o tango brasileiro e o fado. Era um bailado muito erótico.
LUZ. A luz, combatendo a escuridão noturna, afugenta os fantasmas, as almas penadas, o espírito dos mortos recentes que ainda acham que estão vivos. É crença do povo que criança pagã, mulher de resguardo, doente grave, não devem dormir no escuro. O diabo, os morcegos e as feras noturnas não gostam e têm medo da luz.
LUZIA. Santa Luzia nasceu (281) e faleceu (304) em Siracusa. Foi perseguida pelo Imperador romano Diocesano que mandou arrancar seus olhos, colocando-os numa bandeja e enviando de presente, a quem havia elogiado sua beleza. No dia de Santa Luzia, comemorado no dia 13 de dezembro, não se caça, não se pesca, não se costura. Quando cai um argueiro no olho de uma pessoa, o melhor remédio que o povo usa é recitar, esfregando o dedo no olho, dizendo as seguintes palavras: - "Corre, corre, cavaleiro,/ Vai à porta de São Pedro,/ Dizer a Santa Luzia/ Que me dê uma pontinha do lenço/ Pra tirar esse argueiro!". A Experiência de Santa Luzia, pra saber se o inverno vai ser bom, é feita da seguinte maneira: Colocam-se doze pedras de sal enfileiradas, no sereno. Cada pedra representa um mês do ano. No dia seguinte, as pedras que estiverem derretidas são os meses de chuva e as outras, que não se derreteram, são os meses secos, sem chuva. Luzia também era o nome que o povo dava ao Partido Liberal no Segundo Império, depois que Caxias derrotou a insurreição em Minas Gerais. Depois da Revolução Praieira de 1848, os liberais pernambucanos eram conhecidos por Luzias.
LABATUT / LUZIA
Vamos ver algumas lendas do nosso brasil porreta?
LABATUT. É um monstro que tem forma humana e que vive na região do Apodi, fronteira do Ceará com o Rio Grande do Norte. É um bicho pior que o lobisomem, pior que a caipora e o cão coxo. Ele mora no fim do mundo e, todas as noites, percorre a cidade procurando o que comer. Seus pés são redondos, as mãos são compridas, os cabelos são longos e assanhados, seu corpo é cabeludo, só tem um olho na testa e seus dentes são como os do elefante. O nome do monstro é uma lembrança das violências e brutalidades do General Pedro Labatut, que esteve no Ceará (1832-1833) para combater a insurreição de Joaquim Pinto Madeira, e que terminou se rendendo com 1690 homens em armas. O monstro Labatut preferia comer as crianças por terem a carne mais mole.
LADAINHAS. São orações de Nossa Senhora, do Sagrado Coração de Jesus e de todos os Santos, rezadas durante as novenas e os terços.
LAGO ENCANTADO DO GRONGONZO. O morro do Grongonzo fica situado no município de São Bento, Pernambuco. No morro, que é arredondado, diz a lenda que aparece e desaparece, sem deixar vestígios, um grande lago que guarda, no fundo de suas águas, riquezas incalculáveis. Quem viu o lago uma vez não verá mais.
LAMA-DE-POTE. É o lodo formado nas paredes do lado de fora dos potes e das quartinhas (bilhas) de barro. Misturado com cinza e suco de limão é um remédio popular bastante usado pelas pessoas que estão com papeira (cachumba).
LAMPIÃO. Virgulino Ferreira da Silva, mais conhecido como Lampião, nasceu em Floresta do Navio, Pernambuco, no dia 4 de junho de 1898. Com três anos de escola aprendeu a ler e escrever. Antes de tornar-se assassino, com 17 anos de idade, Lampião era vaqueiro, amansador de cavalos e burros. Nas horas vagas, fazia obras de couro (selas, arreios, etc.) e tocava sanfona de oito baixos. Quando seu pai faleceu, Lampião já havia assassinado algumas pessoas e assaltado muitas fazendas e pequenas cidades. Lampião não entrou no cangaço por vingança. Conhecedor da região, Lampião sabia se esconder, em companhia de seu bando, das forças policiais de quatro Estados que andavam à sua procura, combatendo-o em batalhas das quais ele conseguia sempre escapar. Ninguém sabe quantas pessoas Lampião matou. Considerado violento, sádico, estuprador, incendiário, Lampião escreveu uma das páginas mais sangrentas da história dos sertões nordestinos. Rezava, tocava sanfona, gostava de ler e de ser fotografado, fazia versos, era temido e respeitado durante os anos que dominou o sertão. Apesar de cego de um olho (leucoma), tinha uma boa pontaria para matar os soldados que lhe davam combate. Depois de muitas lutas, cercos, fugas, Lampião foi abatido com um tiro de fuzil, na cabeça, pelo soldado Antônio Honorato da Silva, da Força Policial Alagoana, sob o comando do Capitão João Bezerra da Silva, que era pernambucano. Maria Bonita, que era sua amante e vivia no grupo, caiu morta ao seu lado, em companhia de mais nove cangaceiros. Com a morte de Lampião, a paz recomeçou a reinar nos sertões nordestinos. Veja COITEIROS, XAXADO.
LAPINHA. É o nome que o povo dá ao pastoril, sem a inclusão de danças e cantos estranhos aos assuntos natalinos, substituídos pela manjedoura, o menino Jesus, Nossa Senhora, São José e os Reis Magos com seus presentes, bem como os animais, em forma de pequenas imagens dos santos e miniatura de animais da manjedoura. Na Noite de Reis, retiradas as imagens dos santos e as estátuas dos animais, a lapinha é queimada. Veja PASTORIL e QUEIMA.
LARANJINHA. 1. Cachaça em cuja garrafa são colocados pedaços de laranja; 2. Também era, nos carnavais antigos, bolas de cera cheias de água perfumada, que eram jogadas nos foliões, também conhecida como lima-de-cheiro ou limão-de-cheiro dos carnavais cariocas. A laranjinha desapareceu depois que surgiu o lança-perfume.
LARANJO. O laranjo é como se chama, no interior da Bahia, Pernambuco e Piauí, o homem ruivo de olhos azuis. Talvez seja o resultado do casamento de brasileiros com holandeses e franceses, quando andaram pela região.
LAURA DELLA MONICA nasceu no dia 21 de novembro de 1922, na cidade de São Paulo, SP. Licenciada em Música - pelo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo (1947), em Pedagogia – pela Faculdade de Educação e Ciências Humanas "Prof. Laerte de Carvalho" (1978) e em Educação Artística – pela Faculdade de Ciências e Letras de Araras – SP (1980), Pós-Graduação, em nível de Especialização em Percepção Musical – pela Escola Nacional de Música do Rio de Janeiro (1972), em Didática do Ensino Superior – pela Faculdade São Judas Tadeu, em Museologia – pelo Instituto de Museologia de São Paulo e Pós-Graduação em nível de Mestrado – pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (1992), Pós-Graduação em nível de Doutorado – curso de Ciências da Comunicação – Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, além de vários outros cursos, seminários e jornadas sobre Folclore, Turismo, Lazer, etc., e estágios em diversas entidades culturais, Laura Della Mônica que muito tem divulgado o Folclore brasileiro nos países que tem visitado tomando parte em congressos e seminários além de vários ensaios publicados em revistas especializadas e muitos artigos na imprensa brasileira, nos deu Folclore paulista (1965), Rosa Amarela (1967), Manual do Folclore (1976), Folclore brasileiro (1976), Acorda povo! (1988), Festas populares (1991), Folclore e taologia (1992), A influência indígena na formação cultural brasileira (1993), A influência francesa no cancioneiro infantil do Brasil (1994) e Os três santos do mês de junho (1995) e outros.
LAVAGEM-DE-IGREJA. Dizem os historiadores que a lavagem das igrejas é uma tradição que tem mais de duzentos anos e consiste na promessa que as pessoas fazem de varrer, lavar e enfeitar as igrejas. É uma tradição que vem dos tempos imperiais, quando uma princesa varria a Igreja de Petrópolis, como uma simples empregada. Em Salvador é que a tradição se mantém viva até hoje. A lavagem da Igreja do Senhor do Bonfim na quinta-feira de oitava não é de origem africana, de vez que já existia em Portugal. Quem introduziu a lavagem da igreja do Senhor do Bonfim foi um português que combateu na Guerra do Paraguai e fez uma promessa de lavar o átrio da referida igreja se voltasse vivo. Hoje, entretanto, a cerimônia se transformou numa festa tradicional.
LAVANDEIRA. É um pássaro de cor branco-creme com asas pretas, também conhecida como lavandeira de nossa senhora. Quem matar uma lavandeira ofende Nossa Senhora porque a ave ajudou a lavar as roupinhas do Menino Jesus.
LAZARINA. A lazarina é uma espingarda de carregar pela boca, usando chumbo fino e médio, muito amiga dos homens do campo que, aos domingos, saem para caçar. Seu nome teve origem em 1651, quando o milanês Lázaro Caminazzo começou a fabricar essas espingardas que ganharam seu nome.
LÉGUA-DE-BEIÇO. Para o nosso matuto, acostumado a andar a pé, todo lugar fica perto. Quando perguntado onde fica a fazenda ou sítio de um agricultor, ele, estendendo o lábio inferior, diz: - "É ali...". Acontece que o sítio ou fazenda ficam a algumas léguas de distância. Daí a expressão légua-de-beiço, geralmente léguas muito grandes, muito compridas.
LENÇO. É muito comum presentear uma pessoa com uma caixa de lenços. Mas o povo acredita que não é bom receber lenços de presente porque eles chamam lágrimas, isto é, fazem com que morra alguém da família. Quando uma pessoa recebe lenços de presente é bom dar logo outro presente à pessoa que lhe deu; assim fazendo, nada acontecerá.
LENDA. A lenda é um episódio heróico ou sentimental com elemento maravilhoso ou sobre-humano, transmitida na tradição oral popular, conservadas as quatro características do conto popular: ambigüidade, persistência, oralidade e anonimato. Muitas são as lendas existentes no Brasil e em todos os países do mundo: a lenda da Mãe-D'água, a lenda de Santo Antônio, a lenda do Barba-Ruiva.
LEONARDO ANTÔNIO DANTAS SILVA nasceu em 1945, na cidade do Recife, PE. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Católica de Pernambuco (1969), dedicou-se, desde jovem, ao jornalismo, tendo começado na revisão e posteriormente exercido as funções de redator do Jornal do Commercio (1965-1975) e do Diario de Pernambuco (1974-1988). Diretor do Departamento Estadual de Cultura (1975-1979), criador da Fundação de Cultura Cidade do Recife (1979-1983), Diretor de Assuntos Culturais da Fundarpe (1983-1987), atualmente exerce as funções de Diretor da Editora Massangana da Fundação Joaquim Nabuco. Além de produtor fonográfico e animador cultural, tem publicado inúmeros ensaios e artigos, bem como vários livros dentre os quais destacamos Bandeira de Pernambuco (1972), Recife: uma História de Quatro Séculos (1975), Pequeno Calendário Histórico-Cultural de Pernambuco (1976), Ritmos e Danças-frevo (1977), Cancioneiro Pernambucano (1978), O Piano em Pernambuco (1987), Alguns Documentos para a História da Escravidão (1988), A Imprensa e Abolição (1988), A Abolição em Pernambuco (1988), Estudos sobre a Escravidão Negra 2v. (1988), Nabuco e a República (1990) e A República em Pernambuco (1990), Blocos carnavalescos do Recife (1998) e Bandas musicais de Pernambuco (1998).
LIMÃO. O limão, com que se faz uma deliciosa limonada, muito aconselhável aos que moram nos lugares de clima quente, também afasta os malefícios. Quando a pessoa vai viajar de navio ou de avião, conduzir um limão no bolso ou na bolsa faz com que a pessoa não enjoe. O sumo do limão é um poderoso contraveneno. Na culinária, é bom espremer limão, principalmente em carne de porco. Depois de uma feijoada bem pesada, nada como um cálice de batida-de-limão, feita com água de coco, para equilibrar o estômago.
LÍNGUA. Estirar a língua em quase todos os países do mundo é um insulto. Mas no Tibet é a maneira mais educada de se saudar uma pessoa. Os meninos gostam de estirar a língua, dar merda, quando estão brabos.
LITERATURA ORAL. A literatura oral é a literatura falada, como a estória, a lenda, as adivinhações, os provérbios, as parlendas, as frases-feitas, os ditos, os trava-línguas, etc., diferente da literatura escrita que compreende o romance, o conto, a crônica, a poesia, etc.
LOBISOMEM. O lobisomem é um mito universal. A imaginação do povo retrata o lobisomem assim: é um homem pálido, magro, de orelhas compridas e nariz levantado. Como é que surge o lobisomem? Nasce o lobisomem quando o filho é resultado de um incesto. É o filho que nasceu de um casal que teve sete filhas. Quando chega aos treze anos, numa terça ou quinta-feira, sai à noite e, quando encontra um lugar onde um jumento se espojou, começa o fado. Daí por diante, todas as terças e sextas-feiras, de meia-noite às duas horas, o lobisomem tem que fazer sua corrida, visitando sete cemitérios, sete partidas do mundo, sete oiteiros, sete encruzilhadas e, ao regressar ao lugar onde o jumento se esponjou, readquire a forma humana. Quem ferir o lobisomem, quebra-lhe o fado; mas a pessoa não deve se sujar com seu sangue porque, se assim acontecer, também se tornará lobisomem. Para desencantar um lobisomem basta feri-lo ou usar uma bala untada com cera de vela acesa durante três missas de domingo ou na Missa do Galo, rezada na meia-noite de Natal.
LONGUINHO. É um santo popular do Nordeste. Quando uma pessoa perde alguma coisa, faz uma promessa a São Longuinho, rezando, assim: "Meu São Longuinho, se eu achar o que eu perdi, dou três saltos, três gritos e três assobios". Achando a coisa perdida a pessoa paga a promessa feita, dando três pulos, três gritos e três assobios.
LORDE. A palavra lord em inglês significa senhor e o vocábulo se popularizou com o intercâmbio comercial do Brasil com a Inglaterra, começado em 1810. Ainda hoje o povo usa este termo quando acha que uma pessoa está alinhada, bem vestida. A pessoa está, assim, lorde.
LOURENÇO. Lourenço foi um santo que morreu queimado vivo numa grelha, por perseguição do Imperador Valeriano, em Roma, no século I I I . O povo diz que São Lourenço é o guardião dos ventos, governador dos ventos. Quando os meninos nordestinos querem soltar papagaio (pipa) e não tem vento, eles costumam gritar: - "São Lourenço, São Lourenço! Abra a porta do vento!" E o vento num instante chega, fazendo com que os papagaios ganhem as alturas.
LOUVA-A-DEUS. É um pequeno inseto também conhecido por põe-mesa. Parecido com um grilo muito magro, traz sempre as mãos postas, juntas, os joelhos dobrados e os olhos voltados para o céu, como se estivesse rezando, razão pela qual é chamado louva-a-deus.
LUA. A Lua é considerada como a mãe das plantas, presidindo seu crescimento. O povo crê que cabelo cortado em noite de Lua Nova cresce rápido e afina. Se a mulher grávida dormir banhada pela claridade da Lua, o filho nasce débil mental, aluado. É bom mostrar dinheiro à Lua Nova para que ele se multiplique, cresça. Nas noites de Lua, as mães embalam seus filhos cantando: - "A bênção, Dindinha Lua,/Me dê pão com farinha,/ Para eu dar à minha galinha,/ Que está presa na cozinha!/ Xô, galinha! Vai pra tua camarinha!". A Lua tem muito significado para as pessoas que se amam. É nas noites de Lua Cheia que são feitas as serenatas, as serestas, ao som de violões e clarinetes, quando os rapazes enaltecem a beleza da mulher amada, declarando seu amor. O cancioneiro popular é rico tendo a Lua como tema, principalmente valsas. A Lua sempre foi e continuará sendo a inspiração dos poetas, nos seus sonetos e poemas.
LUÍS DA CÂMARA CASCUDO nasceu em 1898, na cidade do Natal, RN. Começou a estudar medicina em Salvador, mas teve que desistir em virtude das dificuldades financeiras de sua família. Estreou no jornalismo aos vinte anos de idade, publicando seus primeiros artigos em A IMPRENSA, jornal de propriedade de seu pai. Concluiu o curso de Direito na Faculdade de Direito do Recife em 1928. Publicou seu primeiro livro aos vinte e três anos, Alma Patrícia, reunindo artigos sobre escritores de sua terra. Professor de Direito Internacional Público da Faculdade de Direito, e de Etnologia Geral da Faculdade de Filosofia do Natal, Cascudo foi um homem culto e simples, havendo publicado mais de cem livros e ninguém sabe quantos artigos em jornais e revistas nacionais e internacionais. Considerado por suas pesquisas, seu saber e seus trabalhos na área de sua predileção como o Papa do Folclore Brasileiro, publicou dentre outros os seguintes livros: Vaqueiros e Cantadores (1952), Geografia do Mito Brasileiro (1947), Literatura Oral (1952), Dicionário do Folclore Brasileiro (1954), Geografia do Brasil Holandês (1956), Jangada (1957), A Vaquejada Nordestina (1974), Antologia da Alimentação no Brasil (1977). Faleceu na cidade do Natal, onde viveu toda a sua vida no seio de seu povo, que ele tanto amou, em 1986.
LUMINÁRIAS. Os indígenas brasileiros descobriram o fogo friccionando, pacientemente, uma haste de madeira, seca, na cavidade de um tronco de árvore. Logo que esse atrito continuado produzia chama, fogueiras eram feitas para adorar seus deuses, moquear a carne da caça abatida, proteger a taba dos animais ferozes e iluminar suas noites. Já os colonizadores sabiam dominar o fogo e fabricavam suas luminárias de pequenas panelas de barro contendo azeite de mamona, de coco ou de baleia, com uma torcida de algodão e começaram a ser usadas no Brasil a partir do século XVI, recomendadas por Cartas Régias. O querosene só apareceu em 1850. Somente depois de 1870 é que os candeeiros passaram a iluminar as casas, e as cidades tiveram suas ruas iluminadas por lampiões. Algum tempo depois começaram a chegar da Europa bonitos candeeiros de vidro, coloridos com flores e pássaros, de diversos tamanhos, com mangas medidas por linhas, enfeitando as salas dos senhores de engenho, dos comerciantes e das famílias abastadas. Os funileiros da zona rural, aproveitando as latas de manteiga, de compotas, de óleo lubrificante e de outros produtos industrializados, começaram a fabricar seus fifós, de mesa ou de parede, ainda hoje usados nas casas humildes. As famílias ricas iluminavam suas salas com artísticos lustres de cristal a carboreto, novidade trazida para o Nordeste pelos trens da Great Western. Ainda hoje vamos encontrar no interior, durante as festas de Natal, de Ano Novo, de Reis ou da padroeira do lugar, toscos bicos de carboreto iluminando os taboleiros de confeito, mata-fome ou cocada e as toldas de sorvete raspa-raspa. Os velhos funileiros do interior, no seu artesanato, matam a saudade do tempo passado fazendo seus fifós até mesmo de lâmpadas elétricas inutilizadas.
LUNÁRIO PERPÉTUO. Durante cerca de duzentos anos o Lunário Perpétuo foi o livro mais lido do Nordeste brasileiro. Nele, as pessoas encontravam as informações mais diferentes como horóscopos, remédios populares, fazes da lua, o tempo certo de serem plantados o milho, o feijão, etc. A primeira edição do livro data de 1703, feita pela casa de Miguel Menescal, em Lisboa. Hoje o Lunário é uma preciosidade só encontrada na biblioteca dos estudiosos ou bibliófilos.
LUNDU. Conhecido também como lundum, landu, londu, o lundu foi uma música e dança trazidas pelos escravos africanos. Outros gêneros musicais surgiram do lundu, como aconteceu com a chula, o tango brasileiro e o fado. Era um bailado muito erótico.
LUZ. A luz, combatendo a escuridão noturna, afugenta os fantasmas, as almas penadas, o espírito dos mortos recentes que ainda acham que estão vivos. É crença do povo que criança pagã, mulher de resguardo, doente grave, não devem dormir no escuro. O diabo, os morcegos e as feras noturnas não gostam e têm medo da luz.
LUZIA. Santa Luzia nasceu (281) e faleceu (304) em Siracusa. Foi perseguida pelo Imperador romano Diocesano que mandou arrancar seus olhos, colocando-os numa bandeja e enviando de presente, a quem havia elogiado sua beleza. No dia de Santa Luzia, comemorado no dia 13 de dezembro, não se caça, não se pesca, não se costura. Quando cai um argueiro no olho de uma pessoa, o melhor remédio que o povo usa é recitar, esfregando o dedo no olho, dizendo as seguintes palavras: - "Corre, corre, cavaleiro,/ Vai à porta de São Pedro,/ Dizer a Santa Luzia/ Que me dê uma pontinha do lenço/ Pra tirar esse argueiro!". A Experiência de Santa Luzia, pra saber se o inverno vai ser bom, é feita da seguinte maneira: Colocam-se doze pedras de sal enfileiradas, no sereno. Cada pedra representa um mês do ano. No dia seguinte, as pedras que estiverem derretidas são os meses de chuva e as outras, que não se derreteram, são os meses secos, sem chuva. Luzia também era o nome que o povo dava ao Partido Liberal no Segundo Império, depois que Caxias derrotou a insurreição em Minas Gerais. Depois da Revolução Praieira de 1848, os liberais pernambucanos eram conhecidos por Luzias.
domingo, 21 de novembro de 2010
Necessário é dá o devido valor à maconha.
Que droga! Por que essa droga de dizer que a maconha é uma Droga? Pois convencionamos que seja Droga! No termo mais vulgar é tão minimizada quanto idolatrada. É a maconha uma criação divina que abres mares nunca Dantes Navegados. Não há nenhuma necessidade de pesquisas científicas para desmitificar a maconha. Sinônimo de miséria, é um prato preferido para gerar preconceitos.
Não sabemos definir mau o que é mal, nem definir bom, o que é bem. A maconha não pertence a uma corporação, não se submete a uma ideologia. Ela tem a sua parte fundamental no equilíbrio ambiental. Faz parte de um todo. É uma vida que usa suas qualidades em favor da própria sobrevivência. Pede ao homem clemência, mas também obediência. Como uma espécie de vida que sempre quer sua reprodução, usa sua inteligência. Pois toda inteligencia, nesse caso,deve lutar em uma guerra, com as armas que tem. de onde adquiriu essa habilidade? a natureza dela responde. Uma vez que um ser humano encontrou nela um parceiro, um amigo que pode confiar, sempre vão querer estarem juntos o maior instante que for possível. Tão inteligente é a maconha que a alucinação que provoca é por nós perceptíveis. Assim como o arroz é um alimento para o corpo a maconha é para a alma. A maconha é a culpada de tudo que acontece quem dela abusa. Eu também sou o culpado de tudo que acontece quem de mim quer abusar.
Dizer que é um mal conviver em harmonia com sua própria natureza é ruim; é não saber definir o que vem a ser bem e mal. A maconha é hoje o que foi ontem a maçã. Essa de vilã é símbolo santidade.
Não sabemos definir mau o que é mal, nem definir bom, o que é bem. A maconha não pertence a uma corporação, não se submete a uma ideologia. Ela tem a sua parte fundamental no equilíbrio ambiental. Faz parte de um todo. É uma vida que usa suas qualidades em favor da própria sobrevivência. Pede ao homem clemência, mas também obediência. Como uma espécie de vida que sempre quer sua reprodução, usa sua inteligência. Pois toda inteligencia, nesse caso,deve lutar em uma guerra, com as armas que tem. de onde adquiriu essa habilidade? a natureza dela responde. Uma vez que um ser humano encontrou nela um parceiro, um amigo que pode confiar, sempre vão querer estarem juntos o maior instante que for possível. Tão inteligente é a maconha que a alucinação que provoca é por nós perceptíveis. Assim como o arroz é um alimento para o corpo a maconha é para a alma. A maconha é a culpada de tudo que acontece quem dela abusa. Eu também sou o culpado de tudo que acontece quem de mim quer abusar.
Dizer que é um mal conviver em harmonia com sua própria natureza é ruim; é não saber definir o que vem a ser bem e mal. A maconha é hoje o que foi ontem a maçã. Essa de vilã é símbolo santidade.
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